Em sua divulgação de resultados do primeiro trimestre de 2026, a Telecom Itália, empresa-mãe da TIM Brasil, relatou crescimento na margem de prejuízo em suas operações.
Para se ter uma ideia, a estimativa de perda no período foi de R$ 234 milhões, com prejuízos relacionados à operação em todo o mundo.
Por outro lado, a empresa italiana confirmou um crescimento nas receitas, puxado principalmente pelos ativos do mercado brasileiro, onde a TIM é uma das maiores do setor de telecom.
Movimentos recentes da Telecom Italia
Ainda sobre os prejuízos que a dona da TIM vem sofrendo, vale ressaltar que o fator operações descontinuadas tem pesado bastante na balança da empresa.
A Telecom Itália vem rompendo muitos contratos, sobretudo no próprio mercado italiano, ao passo que o pagamento de impostos, juros e indenizações cresceu.
Porém, no 1T26 a receita foi de 3,32 (R$ 19,31 bilhões) bilhões de euros, frente aos 3,28 bilhões (R$ 19,08 bilhões) contabilizados no 1T25, num resultado diretamente influenciado pelo mercado brasileiro, considerado um dos principais para a empresa.
Em meio a tudo isso, o conselho administrativo da companhia estuda uma possível fusão com a Poste Italiane, o serviço de correios da terra da bota. A oferta gira em torno de US$ 12,5 bilhões (R$ 62 bilhões).
Caso se torne realidade, a junção entre as duas empresas fortaleceria as operações da Telecom Itália, ao passo que diversificaria o leque de serviços oferecidos pela estatal de serviços postais.
O sucesso da TIM no Brasil
Apesar dos números desanimadores em escala global, a TIM é uma verdadeira gigante aqui no Brasil. Inclusive, recentemente noticiamos o fechamento de parceria com o PicPay.
Considerada a tele com maior cobertura em 4G e 5G em território nacional, a operadora tem uma base de clientes estimada em 61 milhões de pessoas.
Por esses e outros motivos, a operação brasileira é considerada uma “galinha dos ovos de ouro” pela Telecom Italia e também pela Poste Italiane, possível nova controladora do grupo.












