Reprodução/Google Maps

Alares se torna maior ISP de São Paulo após Claro absorver a Desktop

Cristino Melo
5 min de leitura

A Alares se tornará a maior provedora de internet independente (PPP) do estado de São Paulo como consequência direta da aquisição da Desktop pela Claro, anunciada em março de 2026. A mudança foi revelada em entrevista do CEO Denis Ferreira ao Teletime.

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A Desktop, hoje em terceiro lugar entre os ISPs competitivos paulistas, deixará de figurar nessa categoria ao ser incorporada por uma das maiores operadoras do país. Com isso, a Alares, atualmente em quarto lugar atrás de Vivo, Claro e Desktop, sobe de posição no ranking estadual.

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NOVO CENÁRIO COMPETITIVO

A Alares conta com cerca de 370 mil assinantes em São Paulo. A diferença para as líderes ainda é expressiva: após fechar a aquisição, a Claro terá aproximadamente 6 milhões de clientes no Estado, enquanto a Vivo soma quase 5 milhões.

Mesmo assim, a nova posição representa um marco estratégico relevante. A empresa quer se colocar como protagonista no cenário de consolidação do setor de telecomunicações brasileiro, segundo o CEO.

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CRESCIMENTO BASEADO EM AQUISIÇÕES

Em 2022, o Grupo Conexão foi reestruturado e rebatizado como Alares. A empresa desenvolveu um modelo padronizado de integração — chamado internamente de “playbook de M&A” — que permitiu incorporar novas operadoras em prazos reduzidos. “A nossa última operação de compra estava totalmente integrada em três meses”, afirmou Ferreira.

Alares loja
Divulgação/Alares

As aquisições foram decisivas para ampliar a presença no Estado. A compra da Webby adicionou 115 mil assinantes, estendendo a cobertura da região de Marília até Presidente Prudente. Em 2024, a Azza Telecom trouxe mais 140 mil clientes, cobrindo do sul de São Paulo ao litoral.

No final de 2025, a IPNet foi integrada em tempo recorde, somando 25 mil assinantes e complementando a área da Azza. Hoje, São Paulo representa 45% de toda a base de clientes da Alares no Brasil.

TECNOLOGIA E DIFERENCIAÇÃO COMPETITIVA

No crescimento orgânico, a Alares iniciou operações em cidades como Limeira, Rio Claro, Araras e Atibaia com o padrão XGS-PON combinado com Wi-Fi 6. “A opção pelo XGS-PON, juntamente com a oferta combinada com WiFi 6, foi exatamente para a gente ter argumentos diferentes, que gerassem mais competitividade e novos argumentos de vendas”, explicou Ferreira.

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A empresa também diversificou seu portfólio: lançou o Alares Play, serviço de streaming proprietário, e ampliou a atuação no B2B com soluções inteligentes para condomínios, incluindo segurança e controle de acesso.

Até meados de 2026, a Alares pretende concluir um projeto de infraestrutura “AI-ready”, com atualizações no core operacional, edge computing e cibersegurança. “Quando você entra num mundo de demanda por inteligência artificial, preparar a sua rede passa a ser um desafio. Depois a gente vai vender isso para os clientes, no caso do B2B”, disse o CEO.

ESTRATÉGIA DE M&A E SEGMENTO MÓVEL

A Alares planeja manter o ritmo de aquisições, buscando ativos complementares à sua cobertura e alinhados à sua cultura. A empresa avalia três critérios em M&A: complementariedade de mercado, qualidade do ativo e alinhamento de governança. “Nós vamos continuar sendo protagonistas na consolidação do mercado”, declarou Ferreira.

A entrada no segmento móvel como operadora virtual (MVNO) não está nos planos de curto prazo, mesmo diante do avanço da Unifique em São Paulo. “Não faz parte do nosso plano de curto prazo. A gente não vê essa necessidade premente de ter esse serviço”, afirmou o CEO, reforçando o foco em banda larga fixa.

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