21/02/2024

Reajuste de preços e compra da Oi Fibra: planos da TIM para 2024

Embora esteja avaliando a aquisição da ClientCo, o CEO Alberto Griselli diz que o foco da empresa é o serviço de telefonia móvel.

Durante a conferência realizada nesta quarta-feira (07), o CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, falou sobre os planos da operadora envolvendo os negócios. Entre os assuntos comentados foi a mudança nos preços dos planos móveis. E em coletiva posterior, falou sobre a possibilidade de compra dos ativos de fibra óptica da Oi (ClientCo).

Como parte do seu processo de recuperação judicial, a Oi colocou à venda sua carteira de clientes Oi Fibra, que somam 4 milhões, e Griselli informou que a empresa avalia o negócio. “Estamos fazendo nossa análise”, resumiu, para logo emendar: “O bid da Oi é complexo porque tem uma base de clientes e uma rede neutra oferecendo o serviço àquela base. Ou seja, tem uma terceira empresa que faz parte da negociação, então é um business mais complexo”, falou.

O presidente deixou claro que o foco atual da TIM é o serviço móvel, e se diz satisfeito com expansão orgânica do serviço de banda larga, sem necessidade de aquisições, por ora. Ele frisa que o mercado de banda larga fixa passa por um momento de baixa devido à alta competição, pressionando a prática de preços baixos, o que afeta a receita da operadora.

“Somos essencialmente mobile. O mercado de banda larga no momento não é dos melhores. Os players nacionais estão baixando os preços, está havendo muita disputa, o que pressiona o ARPU e acontece o rouba monte de cliente. Queremos crescer de forma saudável neste mercado. O objetivo é crescer com rentabilidade”, destacou.

Foco nos serviços móveis

Na conferência com analistas, o executivo falou do foco da operadora no serviço celular como gerador de receitas, que será feita pelo aumento dos preços dos planos pós-pagos no segundo trimestre deste ano, assim como nos pacotes controle.

Os planos da modalidade pré-pago também ficarão de fora do reajuste, mas será algo para mais a frente. “No segundo trimestre deste ano, vamos fazer um upgrade [atualização] no pós-pago para clientes novos e antigos. A decisão de não levar para o pré-pago é para ver a reação dos clientes e da concorrência, para depois tomar uma decisão final, mas queremos fazer um ajuste até o fim do ano”, disse Griselli.

Durante o ano de 2023, o aumento dos preços dos planos móveis contribuiu para que a TIM tivesse um crescimento na receita média por cliente (ARPU) – a alta foi de 12,9%. Griselli afirmou que a operadora planeja repetir o mesmo este ano, onde o reajuste deve provocar um leve aumento real de preços (pouco mais do que a inflação).

Outro ponto para manter o crescimento da empresa no serviço móvel, segundo o presidente, é tornar-se mais atrativa para clientes de alta renda. Ele explicou que a tele tem buscado parcerias para “aumentar a percepção para clientes de alto valor”. Exemplo disso é a inclusão do serviço Apple One, conectividade em voos da Gol e da Latam e roaming internacional.

“Basicamente, estamos trabalhando para melhorar a nossa posição no segmento de alta renda. O crescimento é de dois dígitos, mas é uma longa jornada que temos diante de nós”, ponderou o executivo. “Há um descasamento entre desempenho real e percepção dos clientes. Estamos buscando diferentes ângulos para marcar a nossa superioridade em qualidade”, complementou.

Além da mudança nos preços, Grissel também falou sobre a revisão dos serviços OTTs nos prazos móveis, e que procura substituí-los por outros benefícios que não afetem tanto as margens de lucro.

Entretanto, ele frisou que “a nossa intenção é reduzir OTTs”, mas salientou que a retirada de algumas plataformas de sua oferta precisa ser feita “de modo viável e aceitável” pelo consumidor.

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