Imagem: Aaron Schwartz /Reprodução

Data centers e big techs precisarão de geração própria nos EUA, a mando de Trump

Segundo o republicano, a medida busca evitar sobrecarga na rede elétrica e impedir a elevação das tarifas para consumidores residenciais.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que grandes empresas de tecnologia e operadores de data centers deverão construir suas próprias usinas de energia elétrica para sustentar o crescimento da demanda no país.

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A declaração foi feita durante discurso oficial em Washington, em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial e ao aumento do consumo energético provocado por essas estruturas. 

Segundo o republicano, a medida busca evitar sobrecarga na rede elétrica e impedir a elevação das tarifas para consumidores residenciais.

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A proposta ocorre em um momento em que os data centers se expandem em ritmo acelerado, impulsionados por aplicações de nuvem, processamento de dados e sistemas de IA. 

O consumo de energia dessas instalações tem crescido acima da média de outros setores industriais, pressionando a infraestrutura existente em diversos estados norte-americanos.

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Pressão sobre a rede elétrica

Durante o discurso, Trump afirmou que empresas de tecnologia já estão sendo orientadas a investir em geração própria. “Estou dizendo a eles que podem construir sua própria usina”, declarou o presidente, ao mencionar negociações em andamento com companhias do setor.

A justificativa central do governo é que a expansão dos data centers não pode ocorrer às custas do aumento da conta de luz da população. 

Autoridades avaliam que a atual estrutura energética não está preparada para absorver sozinha a demanda adicional prevista para os próximos anos.

Relatórios recentes de mercado indicam que projetos ligados à inteligência artificial ampliaram significativamente o consumo energético em estados que concentram polos tecnológicos. Em algumas regiões, concessionárias já enfrentam dificuldades para autorizar novas conexões de grande porte.

Imagem: Getty Images/Reprodução

Reação do mercado e impactos

Empresas como Microsoft e OpenAI vêm anunciando investimentos bilionários na expansão de infraestrutura digital. Parte desses projetos inclui contratos de fornecimento de energia de longo prazo e acordos com fontes renováveis.

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A determinação de Trump, no entanto, sugere um movimento mais direto: vincular a expansão dos data centers à construção de capacidade própria de geração.

Especialistas do setor energético apontam que a medida pode acelerar investimentos em usinas dedicadas, inclusive com foco em fontes alternativas. Ao mesmo tempo, destacam que a implementação dependerá de licenças ambientais, regulação estadual e viabilidade econômica.

Para o setor de telecomunicações, a discussão tem reflexos relevantes. A operação de redes móveis, serviços em nuvem e aplicações digitais depende da robustez dos data centers. Caso a oferta de energia se torne um gargalo, projetos de conectividade e inovação podem ser impactados.

Próximos passos

Ainda não foram detalhados prazos ou exigências formais para que as empresas iniciem a construção de geração própria em território norte-americano. O governo sinaliza que as conversas continuam e que novos anúncios poderão ser feitos nos próximos meses.

A decisão coloca no centro do debate a relação entre transformação digital, infraestrutura e energia. Com a expansão da inteligência artificial e dos serviços online, o equilíbrio entre crescimento tecnológico e capacidade elétrica passa a ser tema estratégico para os Estados Unidos.

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