20/01/2026

Como a IA pode economizar até 25% de energia nas redes de telecom

Inteligência artificial promete reduzir consumo elétrico das redes 5G e infraestrutura das telecomunicações em até 25%, com economia confirmada já superando 20%

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Torre de celular
Kabiur Rahman Riyad/Unsplash

Atualmente, operadoras de telecomunicações globais estão implementando inteligência artificial para reduzir o consumo de energia em suas redes 5G, visando atingir as metas de Net Zero da GSMA até 2050 através da automação inteligente de sites ociosos. Essa transformação ocorre diretamente na infraestrutura das redes móveis para combater o aumento de custos operacionais e a pressão ambiental gerada pelo crescimento exponencial do tráfego de dados. Com isso, as empresas buscam equilibrar a alta demanda digital com a sustentabilidade financeira e ecológica.

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O cenário de consumo no setor de telecomunicações

As operadoras de telecomunicações figuram entre as corporações mais famintas por eletricidade no mundo, respondendo por cerca de 1% a 2% da demanda global. Com a expansão do 5G, esse consumo tende a subir de forma alarmante, colocando em risco os compromissos ambientais. A sustentabilidade deixou de ser apenas uma estratégia de marketing para se tornar uma necessidade econômica, visto que os custos de energia estão espremendo as margens de lucro das empresas em diversos mercados.

Fator de PressãoDescrição do Cenário Atual
Demanda GlobalTelecom consome de 1% a 2% de toda a eletricidade do planeta.
Meta SetorialCompromisso Net Zero da GSMA estabelecido para o ano de 2050.
Expansão 5GAumento contínuo do tráfego de dados impulsiona o consumo energético.
Viés EconômicoPressão de investidores e reguladores por pegadas de carbono menores.

Otimização da RAN: o ponto de virada

A Rede de Acesso via Rádio (RAN) é o ponto crítico de qualquer esforço de economia, pois representa aproximadamente 75% da energia total consumida em um site móvel. Existe uma ineficiência estrutural histórica: as torres de celular continuam gastando quase a mesma quantidade de eletricidade em horários de pico ou durante a madrugada, quando o tráfego é mínimo. Operadoras tinham receio de desligar equipamentos por medo de quedas de sinal, mas a inteligência artificial está mudando essa realidade técnica.

Abaixo, listamos os principais benefícios e dados colhidos em implantações iniciais de sistemas inteligentes aplicados à infraestrutura de redes móveis:

  • Economia média confirmada: Entre 6% e 10% em pilotos iniciais;
  • Potencial máximo: Reduções de até 25% sem perda de experiência do usuário;
  • Ganhos na RAN: Economia de mais de 20% com o uso de “modo sono” inteligente;
  • Manutenção: Redução de emissões ao evitar deslocamentos de caminhões de serviço;
  • Sustentabilidade: Uso de títulos verdes para financiar os upgrades tecnológicos.

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IA Especializada vs. IA Generativa

Diferente dos chatbots e modelos de linguagem que dominam as manchetes e consomem muita energia, a inteligência artificial para telecom é especializada e eficiente. Ladan Pickering, da 1Finity, destaca que essas aplicações consomem drasticamente menos energia do que a construção dos modelos originais. Elas operam monitorando padrões de tráfego para ajustar servidores e sistemas de resfriamento em tempo real, garantindo que a capacidade da rede sempre acompanhe a demanda real sem desperdícios.

Além da economia direta, a inteligência artificial permite uma integração mais fluida com fontes de energia renovável. Ao prever picos de demanda, o sistema pode agendar operações pesadas para momentos de maior oferta de energia solar ou eólica. Isso também se estende aos centros de dados, onde o resfriamento automatizado reduz não apenas o consumo elétrico, mas também o uso de água, tornando a operação significativamente mais ecológica e alinhada às expectativas dos novos consumidores.

Desafios e o futuro da rede verde

A implantação dessas medidas exige um capital inicial elevado, o que pode ser um obstáculo para operadoras já endividadas. No entanto, o custo de não agir é maior, com riscos regulatórios e perda de competitividade frente a consumidores que preferem marcas ecologicamente responsáveis. O futuro do setor depende da disciplina em adotar essas tecnologias inovadoras, transformando a eficiência energética em um diferencial estratégico para sobreviver em um mercado de crescimento contínuo e recursos finitos.

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