30/05/2024

SKY quer ampliar base de clientes para atender público D e E

Embora a SKY esteja ampliando seus negócios para outras áreas a TV sempre foi o maior mercado da companhia e ela segue investindo nisso.

A SKY está buscando ampliar sua base de clientes, focando em famílias de baixa renda das classes D e E que necessitam migrar suas parabólicas para receber sinais de satélite.

Pedro Bentancourt, vice-presidente da Vrio, proprietária da SKY, afirma que há uma parte da população não incluída no Cadastro Único e que precisará adquirir os equipamentos para continuar assistindo TV.

A empresa planeja atender a esse público oferecendo pacotes pré-pagos e negociando condições de parcelamento de longo prazo com fornecedores de equipamentos em todo o Brasil.

”Estima-se que serão distribuídos gratuitamente oito milhões de conversores de TV, mas projetamos haver pelo menos mais dois milhões de potenciais usuários que terão que comprar os aparelhos para voltarem a assistir à TV, e é esse público que queremos também atender”.

Segundo Betancourt, diretor da empresa, ao direcionar as antenas terrestres para o seu próprio satélite, a empresa valoriza seu ativo e pode oferecer pacotes pré-pagos de entretenimento, além de serviços adicionais como telessaúde ou seguros.

Ele ressalta que, mesmo optando apenas pelos canais de TV abertos gratuitos, as famílias poderão desfrutar de uma programação de qualidade em termos de conteúdo e variedade.

Vrio fez levantamento social e elogiou ação feita no Brasil

A holding Vrio, vinculada ao grupo argentino Werthein, que adquiriu todas as operações de TV via satélite da AT&T na América Latina em 2021, divulgou um estudo abrangente sobre exclusão digital na região durante o MWC deste ano.

O estudo destacou lacunas de cobertura, uso, qualidade e entretenimento para caracterizar a falta de “conectividade significativa”. Nas áreas urbanas da América Latina, 67% dos domicílios têm acesso à conectividade significativa, em comparação com apenas 23% nas áreas rurais.

Apenas um terço das escolas possui largura de banda ou velocidade de internet adequadas, enquanto nos países da OCDE esse número chega a dois terços. No Brasil, estima-se que cerca de 7,6% dos domicílios, totalizando mais de 16 milhões de pessoas, estejam fora da área de cobertura digital.

O Brasil enfrenta desafios significativos em termos de acesso à internet, com 11,8% da população sem acesso, 26% com baixa qualidade de acesso e conectividade, e 36,4% sem adoção de aplicativos. Paraguai e República Dominicana têm a melhor cobertura, enquanto o Haiti enfrenta o cenário mais dramático, com 65% dos domicílios desconectados.

O estudo revelou que a renda está intimamente ligada ao acesso à internet, com mais de 80% dos domicílios de renda mais alta conectados, em comparação com apenas 38% nos domicílios de renda mais baixa em média. No entanto, existem grandes disparidades entre os países, com países como Brasil e Chile com mais de 60% de conexão nos domicílios de menor renda, enquanto países como Bolívia, Paraguai e Peru têm menos de 5%.

Para enfrentar esse desafio, sugere-se que os governos subsidiem a demanda, não apenas a oferta de serviços. O programa de distribuição de kits parabólicos e conversores é citado por Pedro Betancourt como um exemplo bem-sucedido de política que estimula a demanda.

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