21/02/2024

Disney aumenta preço de streamings e vai acabar com compartilhamento de senhas

Walt Disney Company não tem obtido resultados financeiros satisfatórios, e com isso, toma decisões para frear maior queda na receita.

Nesta quarta-feira (09), junto com a divulgação do relatório fiscal, a Walt Disney Company anunciou que está aumentando os preços das assinaturas do Disney+ nos Estados Unidos. Esse é o segundo aumento feito neste ano. No Brasil, o streaming da empresa, incluindo Star+, passaram por reajuste em abril.

A partir de 12 de outubro, a assinatura do plano sem anúncios da Disney+ passará a custar US$ 13,99, um aumento de US$ 3 por mês. Enquanto isso, a assinatura do plano sem anúncios no Hulu também aumentará US$ 3 por mês, passando de US$ 14,99 para US$ 17,99.

“Aumentamos os preços em quase 50 países ao redor do mundo para refletir melhor o valor de nossas ofertas de produtos, e o impacto na rotatividade e na retenção superou nossas expectativas”, disse Bob Iger, CEO da Disney, em teleconferência de resultados do terceiro trimestre fiscal.

Até o momento, o aumento no preço das assinaturas é no país norte-americano, mas não impede que depois esse reajuste vá para outros países, incluindo o Brasil.

No terceiro trimestre fiscal (encerrado em 1º de julho), a empresa mostrou dificuldades de receita em quase todas as áreas, exceto nos parques internacionais, continuando sem lucro, embora tenha reduzido sua perda de receita. Na contrapartida, o streaming ganhou mais assinantes internacionais, mas perdeu clientes nos EUA e no Canadá.

Conforme o balanço, a Walt Disney Company registrou uma receita de US$ 22,3 bilhões, abaixo da expectativa que era de US$ 22,5 bilhões, segundo estimativas da Refinitiv. A receita em televisão linear caiu 7% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Entretanto, o Bog Iger se diz confiante em um resultado a longo prazo. “Embora ainda haja mais a fazer, estou incrivelmente confiante na trajetória de longo prazo da Disney por causa do trabalho que fizemos, da equipe que temos agora e por causa da base principal da Disney de excelência criativa e marcas populares e franquias”.

Durante a conferência, Iger confirmou que a empresa está “explorando ativamente” formas de combater o compartilhamento de senhas, atualizando seus termos e serviços em algum momento de 2024. A Disney segue a estratégia aplicada pela Netflix no início do ano.

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