20/05/2024

PPPs desejam participar de uma possível dissolução da Oi; entenda

Pequenos e médios operadores de banda larga querem ser considerados, caso o fatiamento da operadora seja a solução encontrada pela Anatel.

Nesta terça-feira (20), os pequenos e médios operadores de banda larga se mostraram dispostos a participar de uma solução em uma eventual nova dissolução da Oi, na eventualidade de uma intervenção da Anatel ou falência da empresa. Carlos Eduardo Sedeh, CEO da Mega Telecom e conselheiro da Telcomp, Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas, falou em adquirir parte da base de clientes.

“[Em] eventual fatiamento da Oi, se isso for uma pauta, as associadas da Telcomp estão prontas para fazer essa discussão. E a gente pede que isso seja feito de forma clara, transparente, para que a gente possa participar desse processo em pé de igualdade com as operadoras tradicionais”, disse Sedeh.

Nesse caso, a solução seria o fatiamento da base de clientes da Oi, passando a outras empresas a responsabilidade pelo atendimento aos consumidores residenciais e corporativos. Rui Gomes, CEO da Um Telecom e também membro do conselho da Telcomp, disse que “Não existe nenhuma solução simples, mas queremos conversar com o governo para encontrarmos uma alternativa“.

Estamos abertos à discussão para não concentrar ainda mais o mercado de banda larga caso a Oi seja fatiada. Nós queremos participar muito mais do que com remédios, como foi no caso da Oi Móvel”, afirmou Gomes.

A ideia também foi abordada Adriano Marques, conselheiro da Wirelink, ao dizer que “temos condições de ajudar a resolver o problema da Oi e ajudar os consumidores“.

Embora haja preocupações sobre os impactos regulatórios, os executivos corroboram que o fatiamento entre as pequenas operadoras deve ser considerado, uma vez que apenas uma delas não teria como assumir os mais de 4 milhões de clientes residenciais e os clientes corporativos da Oi. Ou seja, querem ser consideradas quando, e se, a Anatel precisar encontrar uma solução para atender os clientes da Oi, caso sua operação se mostre inviável.

“As nossas associadas amadureceram muito. São chamadas de PPPs, mas algumas delas não são mais de tamanho pequeno, são relevantes em suas regiões. No caso concreto da Oi, queremos fazer esse chamamento para que a gente participe dessa discussão, caso ocorra”, concluiu Sedeh.

Vale ressaltar que, nesse momento, a Oi não está vendendo sua base de clientes, embora esteja nas alternativas previstas no plano de recuperação a venda de participação na ClienteCo. A proposta se trata apenas de uma solução, caso seja necessária a intervenção da Anatel, o que obrigaria a agência a encontrar uma solução para a empresa.

Os pronunciamentos dos executivos foram anunciados no III Simpósio da Telcomp, que acontece esta semana em Brasília.

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