20/04/2024

Meta se diz precupada com regulação das plataformas digitais no Brasil

Representante da Meta, que é dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, falou sobre o assunto em evento no Brasil.

Nesta quinta-feira, a Meta, empresa responsável pelas redes sociais Facebook e Instagram, anunciou uma revisão de decisão por parte de seu conselho de supervisão em relação à manutenção de um vídeo polêmico envolvendo um general brasileiro. O conteúdo, que convocava usuários a se manifestarem nas ruas contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), foi removido após uma solicitação do conselho.

Facebook

De acordo com a Meta, o vídeo continha imagens da praça dos Três Poderes com textos incitando a invasão e o cerco aos prédios dos três poderes do país. Essa atitude ganha maior relevância diante dos acontecimentos ocorridos em 8 de janeiro, quando manifestantes favoráveis a um golpe de Estado invadiram os edifícios da praça dos Três Poderes, resultando em atos de vandalismo e destruição.

No 3º Congresso Brasileiro de Internet, realizado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), um dos membros do conselho de supervisão da Meta, Ronaldo Lemos, participou de uma mesa de debates, com a mediação do diretor de conteúdo do UOL, Murilo Garavello.

Durante sua participação, Lemos ressaltou a importância de a empresa contar com um conselho interno e de levar em consideração as avaliações do setor para autorregular o próprio conteúdo. Essa postura contrasta com o posicionamento de alguns ministros do STF, que defendem a necessidade de regulamentação das redes sociais em conjunto com outras instituições.

Lemos destacou a relevância da decisão tomada pelo conselho de supervisão da Meta, ressaltando que ela possui diretrizes importantes para refletir não apenas sobre a questão da regulação, mas também sobre a autorregulação e a regulação independente. Nos últimos três anos, o Conselho de Supervisão do Facebook e do Instagram tem demonstrado o poder da autorregulação vinculante, com capacidade de gerar um impacto profundo.

Em seu comunicado oficial, a Meta explicou que o conselho de supervisão considerou as declarações contidas no vídeo como:

“apelos claros e inequívocos para invadir e assumir o controle desses prédios no contexto de apoiadores de Bolsonaro contestando os resultados das eleições e pedindo intervenção militar para interromper o curso de uma transição de governo”.

O Congresso Brasileiro de Internet, além de debater os diferentes impactos da web na vida das pessoas, também aborda temas como a importância do acesso à internet para a educação, a redução das desigualdades, o combate à fome, a preservação do meio ambiente e os desafios da regulação de conteúdos.

Com a revisão da decisão e a remoção do vídeo incitando ações contra as instituições democráticas do país, a Meta demonstra uma postura de responsabilidade e busca promover um ambiente digital mais seguro e livre de discursos violentos e antidemocráticos.

ViaUol

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