22/02/2024

Grupo de pesquisadores desenvolve a fibra óptica mais rápida do mundo

Novo dispositivo é capaz de transportar o equivalente a mais de 10 milhões de conexões rápidas de internet, alcançando 1,7 petabytes.

A maioria da fibra óptica usadaaatualmente tem um único núcleo que transporta vários sinais de luz, o que a torna praticamente limitada a velocidade de alguns terabits por segundo. Entretanto, um grupo de pesquisadores da Austrália, Itália, Japão e Países Baixos desenvolveram uma fibra capaz de transportar o equivalente a mais de 10 milhões de conexões rápidas de internet, alcançando 1,7 petabytes.

A fibra, que contém 19 núcleos transportando um sinal diferente, o primeiro do mundo com essa característica, atende aos padrões globais de tamanho de fibra da indústria, podendo ser amplamente adotado, sem a necessidade de grandes alterações na infraestrutura. Além do ganho de velocidade, a nova fibra multinúcleos usa menos processamento digital, reduzindo bastante a potência necessária por bit transmitido.

Os pesquisadores da Universidade Macquarie, na Austrália, ainda desenvolveram um chip de vidro, fabricado por impressão 3D a laser, que garante a compatibilidade com equipamentos de transmissão existentes e permite o acesso com baixa perda de velocidade aos 19 fluxos de luz transportados pela fibra.

Atualmente, o tráfego de internet global é feito através de cabos de fibras ópticas, que conectam continentes, centros de dados, torres de telefonia móvel, estações de satélite, assim como as casas e empresas. O primeiro cabo do tipo foi lançado através do Oceano Atlântico em 1988, e tinha uma capacidade máxima de atingir 20 megabytes, o equivalente a 40.000 ligações telefônicas.

A geração mais recente de cabos submarinos funcionando hoje é capaz de transportar 22 terabits a cada 16 pares de fibras. Ou seja, um milhão de vezes mais que seus antecessores. Entretanto, ainda é insuficiente para atender as demandas globais de uma sociedade cada vez mais conectada.

O professor Simon Gross, da Universidade Macquarie, na Austrália, explica que

“Poderíamos aumentar a capacidade usando fibras mais grossas. Mas fibras mais grossas seriam menos flexíveis, mais frágeis, menos adequadas para cabos de longa distância e exigiriam uma reengenharia massiva da infraestrutura de fibra óptica”.

E a tecnologia tem outros usos, além de transmitir dados da internet. “A tecnologia patenteada subjacente tem muitas aplicações, incluindo encontrar planetas orbitando estrelas distantes, detecção de doenças e até mesmo identificar danos em canos de esgoto“, disse o professor Michael Withford.

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