24/02/2024

Diretores do Google dizem quanto gastaram em anúncios do PL das Fake News

Presidente e diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da empresa falam sobre a propaganda referente ao projeto de lei.

Em depoimentos feitos dentro do inquérito aberto em maio por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apurar suposta campanha de desinformação contra o PL das Fake News, os executivos do Google informaram que foram gastos cerca de R$ 2 milhões para divulgar anúncios sobre o projeto de lei em mídias, como rádios, jornais e plataformas digitais.

A informação foi confirmada pelo presidente do Google no Brasil, Fábio José Silva Coelho, e pelo diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da empresa, Marcelo Lacerda, que foram ouvidos no dia 15 de junho.

Segundo os diretores, a campanha feita pela empresa teve o objetivo de contribuir com o debate público e melhorar pontos da proposta, onde eles negaram que o intuito fosse pressionar parlamentares a votar contra o projeto de lei. Eles negaram também que o Google tenha interferido no resultado das buscas sobre o projeto de lei ou tentado direcionar a percepção dos usuários.

“Os anúncios não tinham como objetivo manifestar oposição ao projeto de lei em questão, mas sim abrir espaço para o debate quanto às possíveis melhorias em seu texto”, afirmou Coelho. “O Google é aberto ao diálogo e não é contra a regulamentação”.

Segundo Fábio Coelho, a empresa “entende que existe a possibilidade de melhora” no texto da proposta, “mas que isso não significa que o Google seja contra a regulamentação das redes sociais e plataformas”. Enquanto que Marcelo Lacerda reforçou que o Google não é contra o PL das Fake News e que a campanha da “nunca teve o intuito de insultar os parlamentares”, mas de contribuir com a discussão.

A investigação sobre o caso foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a partir de um ofício do presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL), onde a PF busca identificar e colher os depoimentos “de todos os diretores e demais responsáveis da Google Brasil e do Telegram Brasil, que tenham participado da campanha abusiva contra” o projeto de lei.

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