22/05/2024

Apple e Google removem o Telegram das suas lojas de aplicativo

Empresas cumprem a decisão da Justiça Federal do Espírito Santo que determinou a suspensão do aplicativo no Brasil.

Nesta semana, a Justiça Federal do Espírito Santo determinou que o Telegram fosse suspenso no Brasil, após o mensageiro não ter fornecido determinadas informações sobre os integrantes de administradores de um grupo com conteúdo neonazista. Agora, o aplicativo foi removido da Apple Store e da Play Store.

Cumprindo a decisão da Justiça, nesta sexta-feira (28), a Apple e o Google removeram o mensageiro das suas lojas de aplicativos, o que impede que sejam realizadas novas instalações do Telegram em dispositivos iOS e Android no Brasil.

Dessa forma, se aqueles que nunca instalam o app em seus dispositivos, não vão nem sequer encontrá-lo na Apple Store e Play Store. No caso da loja da Apple, o mensageiro deixou de aparecer nas buscas, sendo que são sugeridos outros apps de mensagens concorrentes e redes sociais.

Na loja de aplicativo de dispositivos Android, aparece uma mensagem que surge ao buscar por “Telegram”. Ela diz: “Procurando Telegram? O app não está disponível”, seguida de sugestões de aplicativos semelhantes.

A informação é que o bloqueio do Telegram não vale apenas para aqueles que nunca o instalaram, mas também que já tem o app em seus dispositivos. Quem baixou o aplicativo antes de ele ficar indisponível na App Store e Play Store, também não deve conseguir usar o mensageiro. Entretanto, o Minha Operadora checou que no Android, o mensageiro ainda está funcionando normalmente.

Entenda o caso

Embora o Telegram tenha entregado parte dos dados solicitados pela Polícia Federal na sexta-feira (21 de abril), havia outros dados que a corporação queria, como contatos e dados dos integrantes e administradores de um grupo com conteúdo neonazista, mas o app não entregou os números de telefone.

Com isso, além de determinar a suspensão imediata do aplicativo, a Justiça ainda ampliou a multa aplicada por não entregar os dados de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer os dados. Vale lembrar que a Justiça brasileira também solicitou que as operadoras de telefonia móvel bloqueassem o Telegram.

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