18/06/2024

Criminosos são presos após aplicar golpe de quase R$ 65 milhões na Apple 

Criminosos foram pegos nos Estados Unidos após serem descobertos em um esquema fraudulento que envolvia diversos produtos da Apple.

Cinco pessoas foram presas nos EUA por aplicar um golpe de quase R$ 65 milhões na Apple. Eles devolviam milhares de iPhones, iPads e computadores falsificados como se fossem aparelhos defeituosos, inserindo esses itens falsos no mercado.

Os réus, chineses entre 26 e 40 anos, são acusados de liderar uma rede sofisticada que fabricava e distribuía dispositivos eletrônicos falsificados, além de realizar devoluções fraudulentas. Eles trocavam réplicas idênticas, que não funcionavam, por aparelhos legítimos.

Segundo o Procurador dos Estados Unidos, Martin Estrada, os réus teriam se aproveitado das políticas de atendimento ao cliente da Apple para roubar mais de US$ 12 milhões em mercadorias. Ele destacou que as empresas não devem ser vitimizadas por sua responsividade e que o escritório tomará medidas decisivas contra fraudes.

O esquema criminoso

O esquema envolveu mais de 16 mil dispositivos fraudulentos da Apple, que eram trocados por dispositivos genuínos e vendidos com lucro.

A operação, ativa desde dezembro de 2015, foi coordenada por dois chineses em conjunto com criminosos na China, enviando iPhones, iPads e outros dispositivos falsificados para os EUA. Esses aparelhos falsos foram projetados para se parecer com os genuínos, incluindo números de identificação correspondentes aos de produtos reais vendidos na América do Norte, pertencentes a pessoas reais e cobertos pela garantia da Apple e pelo AppleCare+.

Durante o atendimento, os criminosos afirmavam aos funcionários que os aparelhos eram genuínos, mas quebrados ou não operacionais, e que estavam cobertos pela garantia da companhia. O golpe foi aplicado em várias lojas na Califórnia, com visitas a até dez lojas da Apple em um único dia.

Nas lojas, os funcionários substituíam ou reparavam o dispositivo falsificado por um genuíno na mesma visita ou o enviavam para um centro de reparos.

Após a troca bem-sucedida dos dispositivos falsificados por originais, os réus enviavam os aparelhos autênticos para comparsas nos Estados Unidos e no exterior, principalmente na China, onde eram revendidos com lucro.

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