25/02/2024

Streaming e mercado de mídias em vinil crescem em 2022

Pesquisa recente mostrou alguns dados novos sobre como está o comportamento do público em relação ao streaming e mídias de vinil.

Aliado ao crescimento dos streamings, as mídias físicas em vinis também tiveram um grande ano de vendas em 2022. Esses dados foram compartilhados pela RIAA (Recording Industry Association of America), associação representante das gravadoras e distribuidoras de música dos Estados Unidos.

Streamings

Em 2022, a receita proveniente de serviços de streaming de música nos EUA atingiu 84%, ultrapassando amplamente as mídias físicas, que representaram a segunda maior fonte de receita com 11%. Os downloads de música digital, disponíveis em serviços como a iTunes Store, ficaram com uma parcela mínima de apenas 3%.

Focando exclusivamente no âmbito do streaming, é possível verificar que a renda obtida através de subscrições pagas experimentou um aumento de 8% no ano de 2022, alcançando a marca de US$10,2 bilhões. 

É importante salientar que serviços que operam com modelo de assinatura paga, mas que apresentam limitações em relação ao catálogo de conteúdo disponível ou em relação aos dispositivos nos quais é possível acessá-los (a exemplo do Amazon Prime), bem como serviços de assinatura voltados para atividades físicas (a exemplo do Apple Fitness+), apresentaram um crescimento de 18% em sua renda, atingindo um valor acumulado de US$1,1 bilhão.

Um aspecto curioso a ser destacado é a expressiva redução percentual dos downloads digitais em comparação com as mídias físicas. 

Ao se analisar as estatísticas, constata-se que houve uma diminuição de 20% no número de downloads digitais em relação ao ano precedente, enquanto, para as mídias físicas, houve um acréscimo de 4%. 

Entretanto, esse cenário não se traduz em um incremento nas unidades vendidas, pois as vendas das mídias físicas sofreram um declínio de 14,7%.

Essa tendência pode ser facilmente explicada pelo aumento nas vendas de LPs e EPs, que são os únicos tipos de mídias físicas que ainda apresentam crescimento. Apesar de terem preços relativamente elevados devido ao seu aspecto vintage, esses produtos conseguem manter a receita das mídias físicas e impedir uma queda na porcentagem total.

Em 2019, a proporção de receitas entre os setores de streaming de música e de filmes era mais equilibrada, com cada um representando 9% do mercado, enquanto o streaming de música já detinha uma fatia dominante de 80%.

O Apple Music oferece aos usuários um acervo com mais de 100 milhões de músicas e 30 mil playlists, incluindo suporte a Áudio Espacial (Dolby Atmos) e áudio Lossless de alta definição. 

No Brasil, há três opções de assinatura: Universitária (R$11,90/mês), Individual (R$21,90/mês) e Familiar (R$34,90/mês). 

Os usuários que ainda não são assinantes podem testar o serviço gratuitamente por um mês. O Apple Music também está disponível como parte do pacote de assinaturas da empresa, o Apple One.

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