Entenda como a tecnologia 5G contribui para as cidades inteligentes

Além da alta velocidade nos celulares, a quinta geração de redes móveis (5G) também deve contribuir para outros setores da sociedade.

Nas últimas semanas, a quinta geração de redes móveis se destacou nos jornais do país por começar a ser implementada nas principais cidades brasileiras, incluindo na última quarta-feira (6), a chegada oficial do 5G SA — versão popularmente conhecida como “pura” — em Brasília, capital que é a primeira a receber essa tecnologia através das operadoras TIM, Vivo e Claro, na banda de 3,5 GHz.

5g

Conforme destacou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, a pasta está trabalhando para acelerar o processo de implementação dessa geração nos municípios brasileiros em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no entanto, além do uso em smartphones o 5G também deve beneficiar outros setores da sociedade, especialmente aqueles que precisam de acesso à Internet de alta velocidade e baixa latência.

Em síntese, essa novidade deve contribuir positivamente para o desenvolvimento de dois segmentos em escanção: Indústria 4.0, que prevê a aplicação de Internet das Coisas (“IoT”, na sigla em inglês) na manufatura de produtos, e avanço das “cidades inteligentes”, conceito que aborda eficiência na gestão pública e qualidade de vida para a população em paralelo com o progresso tecnológico.

5G aliado às cidades inteligentes

Conforme explica a Quicko, plataforma brasileira de mobilidade, o crescimento na infraestrutura do 5G deve apressar o uso de veículos autônomos, como carros, ônibus e caminhões, revolucionando a maneira como as pessoas se deslocam de um ponto ao outro, setor de transporte logístico e integração com a plataforma da prefeitura.

Um exemplo recente dessa aplicação foi a inauguração da primeira luminária inteligente 5G em Curitiba, capital do Paraná, oferecendo outros serviços além da iluminação pública, visto dispor de câmera de videomonitoramento, reconhecimento facial, sistema Wi-Fi, sensores de ruído e gestão de serviços nos semáforos.

No caso da Indústria 4.0, o 5G deve ser primordial para a potencialização do uso da robótica, armazenamento em nuvem e realidade virtual, visto que às altas velocidades e baixa latência devem permitir que as máquinas “conversem entre si” proporcionando automação na produção de veículos, peças e mais.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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