01/07/2022

OIW Telecom entra no setor de energia solar focando em usuários residenciais

A empresa oficializou sua entrada no nicho de energia solar no Brasil em parceria com outras companhias asiáticas.

A OIW Telecom, empresa que atua na fabricação e distribuição de equipamentos para telecomunicações, anunciou nesta terça-feira (21), sua entrada no segmento de energia solar com fortes investimentos no setor e foco em expandir sua atuação em todas as regiões do país, atendendo especialmente usuários residenciais após quatro anos de estudos.

Diversas placas solares juntas.

Segundo informações da empresa, atualmente o nicho de energia solar movimenta em torno de R$ 40 bilhões/ano com a instalação e manutenção de painéis e outros equipamentos relacionados à captação fotovoltaica.

A chegada da companhia nacional no ramo de energia solar não é individual, sendo firmada uma parceria com três outras grandes fabricantes — Risen, DAH Solar e Growatt — para fornecer estrutura e garantia de até 12 anos para produtos vendidos pela OIW.

Esse setor de mercado prioriza a sustentabilidade e gera 10,33 Gigawatts correspondendo a 4% da energia nacional. Embora pareça pouco, essa quantidade ultrapassa o potencial somado das usinas Itaipu e Xingó, que ficam nos estados do Paraná e Alagoas, respectivamente.

Por que a energia solar interessa na telecom?

Pode não parecer, mas a evolução da energia solar está diretamente relacionada com o segmento de telecomunicações, tanto é que empresas como Algar Telecom, TIM e Claro trabalham para estender o uso de energia sustentável por meio de usinas solares para alimentar antenas e torres de radiotransmissão.

Um exemplo da atuação dessas empresas é o projeto da TIM em parceria com a Faro Energy para inaugurar 15 usinas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, contribuindo com o meio-ambiente e reduzindo a emissão de gás carbônico (CO2) em até 15 mil toneladas por ano.

Seguindo o exemplo de outras teles, a Algar anunciou hoje (21) que atingiu a meta de ser “100% renovável” em sua matriz energética por meio de usinas próprias e aquisição de energia elétrica no mercado livre, além de certificados de energia renovável, que compensam a aquisição de fontes não renováveis.

Ao longo dos anos, temos caminhado para a transição da matriz energética, tendo sido a primeira operadora a ter um site de telecomunicações do Brasil com energia fotovoltaica conectada à rede elétrica”, afirma Luís Lima, vice-presidente de Tecnologia e Evolução Digital da Algar Telecom.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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