Imagem: Ministério Público de Santa Catarina

Justiça condena executivos e ex-diretores da TIM por fraude fiscal em SC

Entre os réus estão ex-diretores e figurões da atual cúpula executiva da companhia.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Uma ação movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 20ª Promotoria de Justiça da Capital, resultou na condenação de oito ex-diretores e administradores da TIM, acusados de fraude fiscal.

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De acordo com o MPSC e apurações da imprensa local, o grupo teria orquestrado reiteradas ações de sonegação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na comercialização de planos entre os anos de 2015 e 2016.

A condenação, proferida na última terça-feira (10) pela Vara Criminal do Foro do Continente, na Comarca de Florianópolis, sentenciou os réus a cinco anos de reclusão em regime semiaberto e ao ressarcimento de R$ 80 milhões aos cofres públicos catarinenses.

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O esquema

A investigação que levou a condenação dos executivos da TIM constatou que o grupo participou, em diferentes níveis, de manobras que viabilizaram a evasão fiscal.

Segundo a Secretaria da Fazenda de Santa Catarina, o não repasse de impostos ocorria na venda de planos pré-pagos da operadora. Por lei, os tributos desse tipo de produto precisam ser recolhidos no ato do pagamento da fatura, por meio da emissão de notas ficais.

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Contudo, ao receber o pagamento das faturas, cujos valores já incluíam os impostos embutidos, os funcionários da TIM na época não emitiam as notas para informar o recolhimento, configurando assim a sonegação.

Essa prática omite tanto a escrituração fiscal quanto a apuração mensal periódica de impostos, o que gera prejuízos aos cofres públicos. No caso da TIM, com faturamentos milionários, isso se agrava.

Os investigadores da 20ª Promotoria do MPSC destacaram ainda que os atos foram praticados ao longo de 14 meses, entre 2015 e 2016, conforme já mencionado.

Os envolvidos

Segundo apuração do portal ND Mais, entre os condenados estão cinco ex-diretores da TIM que deixaram a empresa até 2022, além dos atuais vice-presidente executivo, diretor de tecnologia e CEO da empresa.

Em sua denúncia, o MPSC destacou que a responsabilização dos réus tem ligação com os cargos de chefia ocupados e o poder de decisão atribuído, o que confere responsabilidade na emissão de documentos fiscais e recolhimento de impostos.

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O Minha Operadora fez contato com a assessoria de imprensa da TIM para obter um posicionamento da operadora sobre a decisão judicial. No entanto, até o fechamento dessa matéria a empresa não havia dado resposta.

Por fim, cabe ressaltar que a condenação é de primeira instância e os condenados ainda podem recorrer da sentença.

* Com informações do Ministério Público de Santa Catarina e do portal ND Mais

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