20/05/2022

Disney+ pode chegar a quase 138 milhões de assinantes

Principal streaming da Disney ganhou 7,9 milhões de clientes pagos nos primeiros três meses de 2022.

O Disney+ superou com folga as previsões de crescimento para o primeiro semestre de 2022. O principal streaming da Disney ganhou 7,9 milhões de clientes pagos nos primeiros três meses de 2022, chegando a 137,7 milhões, um aumento de 33% ano a ano. Os analistas, em média, esperavam que o Disney+ ganhasse 5,2 milhões de novos assinantes.

Logomarca do Disney+ em branco com fundo azul.
Foto: Reprodução Internet

Os resultados contrastam com a rival de streaming Netflix, que registrou uma perda de 200.000 assinantes de streaming no mesmo período e previu uma queda de 2 milhões para o segundo trimestre. Isso levou os investidores a temer uma desaceleração em todo o setor após um aumento impulsionado pela pandemia nos últimos dois anos. Os fortes ganhos do Disney+ dissipam essa noção e sugerem que a Mouse House está roubando participação de mercado da Netflix.

Além disso, a empresa espera que as adições líquidas de assinantes do Disney+ sejam mais fortes no segundo semestre de seu ano fiscal de 2022 do que no primeiro semestre, como os executivos disseram anteriormente, mas isso pode não ser “tão grande quanto o previsto anteriormente”, disse a CFO Christine McCarthy em a chamada de ganhos.

No geral, a Disney perdeu as expectativas financeiras para o trimestre encerrado em 2 de abril, que é o segundo trimestre do ano fiscal de 2022. A empresa registrou receita de US$ 19,25 bilhões (aumento de 23%) e lucro de 26 centavos por ação no trimestre. Wall Street, em média, esperava que a Disney registrasse receita de US$ 20,05 bilhões, por dados do FactSet. O lucro ajustado foi de US$ 1,08 por ação, abaixo das previsões dos analistas para EPS ajustado de US$ 1,19.

A receita da Disney no trimestre teve um impacto de US$ 1,02 bilhão “pelo valor devido a um cliente para rescindir antecipadamente os contratos de licença para conteúdo de cinema e televisão” entregues em anos anteriores para que ela pudesse usar o conteúdo “principalmente em nosso serviços”, disse a empresa (sem identificar o cliente). Isso pode ser uma referência ao antigo acordo de licenciamento da Disney com a Netflix.

As ações da Disney caíram mais de 2% nas negociações após o expediente na quarta-feira. Em meio à queda contínua mais ampla nos mercados financeiros dos EUA, as ações da Disney fecharam em queda de 2,3% nas negociações regulares, para US$ 105,25 por ação – uma nova baixa de dois anos.

Os resultados trimestrais “mais uma vez provaram que estamos em uma liga própria”, gabou-se o chefe da Disney, Bob Chapek, em comentários preparados. Ele acrescentou: “Acreditamos que o Disney+ é único”, com apelo em “todos os quatro quadrantes”. Chapek disse que o Disney+ continua a caminho de atingir 230 milhões a 260 milhões de assinantes até o final do ano fiscal de 2024.

Enquanto a Disney esperava que os gastos totais com conteúdo no ano fiscal de 22 chegassem a US$ 33 bilhões, agora projeta que sejam cerca de US$ 32 bilhões por causa de uma “cadência de gastos um pouco mais lenta do que o previsto” durante o primeiro semestre de 2022, disse McCarthy a analistas.

O trio de serviços de streaming da Disney atingiu 205,6 milhões globalmente, um aumento líquido trimestral de 9,2 milhões impulsionado pelo Disney+. No final do trimestre, isso incluía 45,6 milhões para Hulu (aumento de 10% ano a ano) e 22,3 milhões para ESPN + (aumento de 62% ano a ano). Os assinantes do Disney+ na região dos EUA/Canadá renderam 1,5 milhão no trimestre de março de 2022, para 44,4 milhões.

Carolina Veneroso
Carolina Veneroso
Jornalista, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua como repórter, redatora e com produção de conteúdo há 5 anos. Apaixonada por entrevistar e conhecer pessoas e novas histórias.
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