Início5GEstudo revela que 5G vai aumentar concentração de internet entre ricos

Estudo revela que 5G vai aumentar concentração de internet entre ricos

Quinta geração de serviços móveis deve chegar apenas nos bairros mais nobres.

5g
Foto: Reprodução Internet

Um novo estudo feito pela consultoria Teleco, especializada em telecomunicações, para o movimento Antene-se, revelou que os brasileiros mais pobres, que já possuem uma qualidade de internet muito abaixo do mínimo aceitável, devem ter mais prejuízos ainda com a implantação do 5G, que exigirá mais investimentos na construção de antenas de celular e redes no país.

O levantamento foi realizado nas principais capitais do país e concluiu que quanto menor a renda mensal, abaixo de R$ 1.650, mais pessoas precisam compartilhar o sinal de uma mesma antena. O resultado disso é a inviabilidade da recepção da internet sem fio na periferia.


De acordo com o levantamento, em São Paulo, somente 20 distritos possuem o sinal de internet móvel “aceitável”. Isso acontece por causa do compartilhamento médio de uma mesma antena por mil usuários do serviço. Nesses locais, a renda média mensal de 85% dos domicílios supera R$ 1.650.

VEJA TAMBÉM:

–> Leilão do 5G ocorrerá em outubro, diz governo

–> Intelbras fecha parceria com a americana Qualcomm para a oferta do 5G no país

–> Fábio Faria promete 5G em todas cidades com mais de 30 mil habitantes até 2028

O estudo ressalta ainda que existem bairros na capital paulista que contam somente com duas antenas para cobrir uma área de um quilômetro quadrado, atendendo, em média, mais de 10 mil moradores.

Segundo critérios globais definidos pela UIT (União Internacional de Telecomunicações), a internet nesses locais é considerada “residual”. Dessa maneira, o sinal emitido pela antena não chega aos aparelhos.

Já nos bairros mais nobres de São Paulo, como Lapa, Pinheiros (zona oeste), Santana (zona norte) e Vila Mariana (sul), são mais de dez antenas por quilômetro quadrado, o que torna o sinal “aceitável”, que é quando menos de mil habitantes compartilham uma mesma antena.

5G

Para a implementação da quinta geração de serviços móveis, as operadoras terão de erguer até dez vezes mais antenas para suportar a velocidade das conexões e a quantidade de dados que trafegarão entre as antenas e os celulares.

De acordo com estudos da Anatel, somente 60 municípios, todos de elevado poder aquisitivo, terão condições de utilizar o 5G. Além disso, os pacotes deverão custar caro.

O serviço deverá começar a ser implantado nas capitais a partir de julho de 2022. Para ser realizado, o leilão das licenças aguarda a aprovação final do edital pela Anatel, o que deve ocorrer nesta segunda-feira (13).

Com informações de Folha de São Paulo

5 COMENTÁRIOS

Acompanhar esta matéria
Notificação de
5 Comentários
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários