Dona da Vivo é intimada na Argentina por falta de cobertura em região periférica

Hemerson Brandão
3 min de leitura

Empresa terá que explicar porque bairros populares não contam com os serviços da operadora local.

Dona da Vivo é intimida na Argentina por falta de cobertura em região periférica

O Tribunal Administrativo Federal Contencioso nº 12, da Argentina, ordenou que a espanhola Telefónica – controladora da Movistar, na Argentina, e da Vivo, no Brasil – informasse o motivo de não fornecer o serviço de internet em bairros populares e cidades periféricas da região metropolitana de Buenos Aires.

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Nos últimos anos, moradores de bairros mais distantes do centro da capital reclamam da falta de cobertura de serviços de telecomunicações. Esse problema ficou mais evidente durante a pandemia. Somente no ano passado, a Ouvidoria Geral do país recebeu mais de 300 reclamações sobre essa exclusão digital.

Existem também queixas sobre a má qualidade dos serviços em determinadas regiões, assim como uma grande diferença de preços cobrados entre diferentes bairros da capital argentina.

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Diante de milhares de reclamações, em fevereiro de 2019, a Associação Civil para Igualdade e a Justiça (ACIJ) solicitou à Telefónica informações sobre o número de clientes de telefonia fixa e internet em vilas da região metropolitana, o detalhamento geográfico e se a empresa oferece cobertura para novos clientes em locais periféricos.

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Em resposta, a empresa afirmou que “não é obrigada a fornecer informações georreferenciadas sobre o serviço telefônico por se tratar de uma empresa privada”.

Diante da negativa, a entidade iniciou uma ação na Justiça Federal do país. Durante o processo, a operadora voltou a apresentar os mesmos argumentos, porém, a juíza não acatou, afirmando que as empresas de telecomunicações estão abrangidas pela Lei de Acesso à Informação Pública. Dessa forma, a Justiça argentina determinou que a empresa cumprisse a norma de transparência e que disponibilizasse as informações solicitadas em até 10 dias úteis.

A ACIJ comemorou a decisão e afirmou que ela ajudará a defender a conectividade de quem vive em assentamentos e cidades, garantindo os mesmos direitos daqueles que residem em outros territórios do país. “Esta norma é de extrema importância, pois ratifica a obrigação de empresas como a Telefónica de entregar, a quem o solicite, a informação pública de que dispõe”, diz a entidade.

Com informações de Tiempo Argentino.

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