Ministério da Justiça retira do ar 334 sites IPTV e 94 aplicativos piratas

Usuários dos serviços ilegais lamentam nas redes sociais.

Ministério da Justiça retira do ar 334 sites IPTV e 94 aplicativos piratas

Nesta quinta-feira, 8 de julho, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deflagrou a terceira fase da Operação 404, retirando do ar 334 sites IPTV e 94 aplicativos de transmissão de conteúdos piratas.

A operação incluiu ainda o bloqueio de 20 endereços de IPs, desindexação de conteúdo em sites de busca e remoção de perfis e páginas em redes sociais.

Ao todo, foram 11 mandados de busca e apreensão expedidos, envolvendo a atuação de policiais civis de nove estados, sendo Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Agentes dos Estados Unidos e do Reino Unido também participaram da operação.

VEJA TAMBÉM:

–> Anatel pretende fechar o cerco contra ‘TV Box’ pirata

–> Receita Federal confisca mais 40 mil aparelhos do tipo TV box pirata

–> Apple exclui aplicativo pirata de TV disfarçado de jogo

Segundo o coordenador-geral de combate ao crime organizado da Secretaria de Operações Integradas (Seaopi), Carlos Bock, a nova fase da Operação 404 foi motivada pelo aumento intenso da pirataria no último ano.

“Está no mundo virtual é algo natural em tempos modernos, mas foi muito acentuado no período da pandemia. Esse tipo de crime, portanto, teve um aumento muito intenso nesse último ano e a terceiro edição da Operação 404 é uma resposta a isso”, afirmou Bock.

Alesandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Seopi, explicou que cerca de 80% dos sites investigados eram monetizados por meio de publicidade e 20% pela venda de assinatura do conteúdo pirateado.

“Quanto mais as pessoas visualizam, quantos mais cliques tiver, mais os criminosos vão arrecadar. Por isso, a luta contra a criminalidade cibernética necessita de parcerias e compartilhamento de boas práticas, capacitação e informações relacionadas a incidentes, ataques cibernéticos e outros crimes”, disse Barreto.

Nas redes sociais, a hashtag “Superflix” – nome de um dos serviços ilegais afetados – figurou entre os assuntos mais comentados do dia.

Nas duas fases anteriores da operação já foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão.

Somente na última fase foram 252 sites e 65 aplicativos suspensos ou bloqueados.

“A Operação tem um impacto muito grande. Ela é fruto de uma cooperação constante no âmbito do Ministério. É uma determinação do ministro Anderson Torres, em termos de combate total ao crime organizado, à pirataria e ao crime contra a propriedade imaterial”, destacou o secretário de Operações Integradas do MJSP, Alfredo Carrijo.

A estimativa é que a prática de pirataria no Brasil cause prejuízo de R$ 15 bilhões por ano para a indústria audiovisual no país, além de perda de arrecadação pelos governos.

Segundo a legislação brasileira, a pirataria é crime sendo passível de reclusão de dois a quatro anos, além do pagamento de multa.

Os investigados podem ser indiciados por associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Com informações de Ministério da Justiça e Segurança Pública.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 9 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
Acompanhar esta matéria
Notificação de
9 Comentários
mais antigo
mais novo mais votado
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários