TIM experimenta com satélite de baixa órbita da Telesat de olho em cobertura 4G

Os testes já foram finalizados e os resultados devem permitir o uso desses satélites para várias aplicações.

A TIM Brasil, em parceria com a operadora canadense de satélites Telesat, anunciaram hoje, 20, o encerramento dos testes para o uso de satélites de baixa órbita (LEO) em variadas aplicações.

O experimento avaliou o fornecimento de um backhaul por meio de LEO da Telesat em conjunto com a equipe da TIM no teleporto da operadora no Rio de Janeiro.

Foi utilizada uma antena Intellian de 85 centímetros para o funcionamento dos circuitos de uplink e downlink. Com essa infraestrutura, durante os cinco dias de teste, foi avaliado o tráfego de dados nas aplicações móveis 4G.

A latência média alcançada foi de 38ms e todas as aplicações usadas no experimento funcionaram sem interferências ou interrupções.

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Entre os testes estavam streaming de vídeos 1080p no YouTube, voz sobre LTE no WhatsApp e videoconferência.

Com isso, se observou uma oportunidade para uma operadora como a TIM expandir sua rede móvel para regiões que não contam com cobertura 4G por estarem distantes dos grandes centros.

Nesses lugares, investir em infraestrutura por fibra ótica não é praticável devido aos locais serem remotos e muitas vezes contarem com dificuldades de acesso.

Os resultados mostraram que a rede Lightspeed da Telesat consegue alcançar vários gigabits por segundo de conectividade para atender essas localidades de maneira viável.

Para Silmar Palmeira, Diretor de Arquitetura, Inovação e Tecnologia da TIM Brasil, esta rede de satélites de baixa órbita é “uma tecnologia promissora para expandir o alcance geográfico das nossas redes 4G/LTE e 5G”.

Palmeira disse ainda que os resultados tiveram desempenho comparável aos das conexões em terra. Esta é apenas a chamada Fase 1 dos satélites da Telesat.

Daqui a dois anos, quando começarão a ser lançados, os satélites serão mais sofisticados. Mas mesmo o estado atual da tecnologia já demonstrou o comportamento das aplicações usando satélites de baixa órbita.

Com informações de TeleSíntese

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