Início5GPresidente da Anatel diz que operadoras podem implantar o 5G não-standalone

Presidente da Anatel diz que operadoras podem implantar o 5G não-standalone

Mas as teles terão que cumprir as obrigações relacionadas ao standalone dentro do prazo previsto no edital do 5G.

Logotipo do 5G em alto-relevo em um teto.
Imagem: Getty Images.

No mesmo dia em que disse que a Anatel tem a intenção de converter 90% do valor presente líquido (VPL) arrecadado no leilão do 5G em investimentos, o presidente da agência reguladora, Leonardo Euler, fez outra afirmação importante, durante a reunião do Grupo de Trabalho do 5G na Câmara dos Deputados.

Segundo, ele, as operadoras podem implementar o 5G não-standalone depois da licitação e disponibilização da faixa 3,5 GHz, desde que que cumpram com as obrigações relacionadas ao standalone dentro do prazo previsto no edital, que é 31 de julho de 2022.


Para o presidente da Anatel, isso ajudaria a sanar o atual momento em que ainda existem poucos terminais compatíveis com o padrão standalone, que é exigido no Release 16 do 3GPP.

Leonardo Euler explicou que quando as redes operam no modo standalone (autônomo), a estação base realiza a sinalização de controle de rede e a transferência de informações ao usuário utilizando, exclusivamente, a arquitetura do núcleo de rede da nova geração, no caso, o 5G.

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Em contrapartida, ele afirma que no modo não-standalone (não autônomo), o plano de controle é realizado pelo núcleo do 4G.

Isso acaba gerando algumas discussões sobre as faixas de 700 MHz, pois ainda não existe um ecossistema para o 5G no Brasil, pois o único ecossistema vigente é o do 4G.

“A preocupação que eu tinha como conselheiro é sobre a gasolina para a Ferrari, e a gasolina são os terminais. Existem ainda poucos no modo standalone”, disse o presidente da Anatel.

No entanto, Leonardo Euler acredita que existe a possibilidade do país já ingressar no padrão standalone, na medida em que esse ecossistema está amadurecendo.

“A gente espera que essa sistema amadureça o mais rápido possível, porque, evidentemente, o país não é isolado. O país conversa com todo o mundo, razão pela qual a padronização é tão importante. Porque padronização gera escala, que gera menor custo de equipamentos”, finalizou o presidente da Anatel.

As falas destacadas nesta matéria podem ser conferidas a partir de 1h44m10s de vídeo.

Com informações de Teletime.

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