Dona da Claro pode ter negócio bilionário barrado nos EUA

Procuradores americanos tentam impedir a venda de MVNO da América Móvil para a Verizon.

Imagem: Reuters/Henry Romero

Um grupo formado por 17 procuradores-gerais dos Estados Unidos estão tentando impedir que a América Móvil venda a subsidiária Tracfone Wireless para a operadora Verizon.

O negócio é avaliado em US$ 6,25 bilhões (R$ 33,54 bilhões na cotação atual) e consiste na venda de 100% da Tracfone, uma operadora móvel virtual (MVNO) que possui a maior base de clientes em serviços pré-pagos dos Estados Unidos, atendendo a 21 milhões de usuários.

A maioria dos clientes da Tracfone é formada por pessoas de baixa renda ou que procuram serviços móveis de baixo custo.

A concretização da transação será um trunfo para a Verizon, pois permitirá que a empresa tenha acesso a uma grande base de clientes no segmento de baixo custo do mercado de telefonia.

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Por outro lado, os procuradores alertam à Comissão Federal de Comunicações (FCC), dos EUA, que a transação pode afetar a competição no mercado de telefonia do país, além de levar a uma política de aumento de preços.

“A FCC deve examinar se a aquisição da TracFone pela Verizon poderia reduzir significativamente o acesso de milhões de americanos a serviços de comunicações acessíveis. É imperativo que a FCC analise minuciosamente a transação proposta e imponha condições específicas que protejam e garantam o interesse público antes de considerar a aprovação”, pedem os procuradores-gerais.

Lifeline

Nos Estados Unidos, a FCC disponibiliza o programa governamental Lifeline, que subsidia parte do custo do serviço móvel para famílias de baixa renda.

Atualmente, a Tracfone é uma das maiores provedoras da Lifeline, oferecendo o serviço para 1,7 milhão de usuários, em 47 estados americanos, além da capital Washington.

Já a Verizon oferece serviços por meio da Lifeline para apenas algumas regiões de quatro estados dos EUA.

A preocupação dos procuradores é que a Verizon possa vir a reduzir o acesso ou a qualidade do programa governamental, impedindo que milhões de americanos de baixa renda tenha acesso a serviços de comunicação.

Em nota, a Verizon afirmou que pretende continuar a oferecer o serviço Lifeline por meio da Tracfone.

“O fortalecimento e o crescimento do TracFone beneficiarão os consumidores preocupados com o valor”, completou a Verizon.

A aprovação do negócio ainda depende da análise de uma série de obstáculos legais e regulatórios.

Com informações de Telecoms.

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About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
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