21/02/2024

EXCLUSIVO: Saiba detalhes sobre a fibra de 5ª geração da Oi

André Luis Ituassú, diretor de engenharia da Oi, conversou exclusivamente com o Minha Operadora sobre a tecnologia XGS-PON na fibra óptica.

Imagem: André Luis Ituassú, diretor da Oi - Divulgação LinkedIn
Imagem: André Luis Ituassú – Divulgação LinkedIn

Em cumprimento da promessa que fez em 2019, a Oi, aos poucos, se torna uma “empresa de fibra”, título que almejou quando traçava sua recuperação.

A banda larga da operadora, viabilizada pela tecnologia, registrou crescimentos expressivos nos últimos meses.

Todos, obviamente, baseados nos contínuos investimentos realizados, assim como no plano de otimização das atividades para garantir o futuro da operação.

Em destaque, está o aditamento da recuperação judicial da operadora, que vive um processo de venda dos ativos de telefonia móvel, data center, TV por assinatura DTH e torres.

O futuro das atividades envolve um marketplace, serviço de assistência, aplicativo de streaming, mas a banda larga via fibra óptica será a estrutura de tudo o que vai surgir futuramente.

O grupo se concentrará na ClientCo e InfraCo, essa última que vai reunir os ativos de infraestrutura e ofertar 51% de seu controle acionário.

E para os clientes, a promessa é de um serviço ainda mais aprimorado para 2021, com a chegada da tecnologia XGS-PON.

Na prática, podemos chamar de fibra óptica de 5ª geração, que tornará a experiência de conectividade ainda mais potente, especialmente no futuro pacote de 1 Gbps.

Sobre a novidade, André Luis Ituassú, diretor de Engenharia da Oi, conversou exclusivamente com o Minha Operadora.

Confira abaixo:

Para entendermos melhor, o que muda na infraestrutura com a chegada do XGS-PON. Será feita uma atualização ou são apenas equipamentos com maior capacidade?

A Oi vem investindo em sua rede de fibra desde o transporte até o acesso, criando uma rede apta a sustentar a evolução dos seus serviços em fibra com qualidade. Em relação especificamente ao XGS-PON, ele será implementado na rede da Oi através da instalação de novas placas de acesso nos equipamentos existentes nas estações. Não há necessidade de substituição dos equipamentos atuais que suportam a tecnologia GPON e nem alteração nas redes de fibras já implantadas.

É importante reforçar que o acesso em fibra deve sempre possuir uma rede robusta de transporte para poder se garantir a qualidade do serviço oferecido, e, nesse sentido, a rede da Oi está apta a suportar os novos serviços que serão propiciados pela nova tecnologia do XGS-PON.

Temos conhecimento que várias experiências serão potencializadas com a adoção da nova tecnologia. Quais o senhor gostaria de destacar?

O XGS-PON traz inicialmente dois benefícios imediatos: maior capacidade para as velocidades a partir de 1Gbps Suporte a maiores velocidades/capacidades na rede FTTH (que podem chegar até 10Gbps) e também a simetria de downstream e upstream. Estaremos lançando o nosso plano de 1 Gbps no ano que vem e a tecnologia XGS-PON permite aumentar a quantidade de usuários atendidos com essa velocidade em uma mesma região (na mesma fibra).

Além disso, a possibilidade de desenvolver planos simétricos, traz um ganho de qualidade para aquelas aplicações que cada vez mais possuem essa simetria, como por exemplo, o próprio HomeSchool ou HomeOffice, que necessitam de maiores velocidades de uplink para envio de arquivos, videoconferência, etc., bastante demandadas e cada vez mais comuns a partir desse período que passamos, além de aplicações específicas do mercado corporativo.

Vale reforçar também que o XGS-PON é um dos pilares do F5G, a quinta geração da tecnologia de fibra, que visa trazer diferentes tipos de serviços para os clientes baseados no tripé de alta velocidade, massificação das conexões em fibra e baixíssima latência, potencializando serviços como aceleração de jogos para o mercado residencial e serviços de baixa latência para o mercado corporativo, por exemplo.

A Oi espera iniciar uma tendência de mercado a ser seguida pelos concorrentes?

O avanço das demandas de aplicações e usuários que necessitam de mais velocidade bem como de uma conectividade segura e estável proporcionada pelas redes de fibra promoverá a evolução do mercado para esta nova geração de redes e serviços de banda larga fixa (F5G), alavancada especialmente pelo XGS-PON.

Nesse sentido, a Oi vem desenvolvendo a sua tecnologia de fibra a partir das suas projeções e necessidades de mercado e agora avaliando também as necessidades de desenvolvimento do mercado de Atacado para atendimento também às demais operadoras que queiram usufruir dessa rede e da sua tecnologia.

Há uma previsão mais precisa de disponibilidade para os clientes? Se não, para qual semestre do ano podemos aguardar?

A tecnologia XGS-PON estará sendo implementada na rede ao longo do ano que vem, e gradualmente essa tecnologia irá chegar aos clientes através de novos planos e serviços.

Como dito anteriormente, lançaremos o nosso plano de 1Gbps, que não depende da evolução da tecnologia para o XGS-PON, mas em seguida novos serviços serão lançados, tanto para o mercado residencial quanto para o corporativo e empresarial que serão sustentados já pela nova tecnologia.

Conforme já anunciado, conexões de 1 Gbps serão viabilizadas comercialmente. O público alvo-inicial é o B2B ou a velocidade ficará disponível também para os clientes residenciais?

A nova velocidade de 1Gbps estará disponível para os clientes residenciais e demais clientes empresariais e corporativos.

Quais países o senhor mencionaria como boas referências para a Oi no uso da tecnologia XGS-PON?

Estados Unidos e China tem sido os grandes desenvolvedores de novos serviços de alta velocidade e uso de novas tecnologias, mas existem outros exemplos importantes na Europa também.

Em relação a conectividade móvel do 5G, são experiências que se complementam?

Sim. Quando falamos de 5G não podemos esquecer que a primeira coisa que é fundamental para um bom serviço 5G é a própria fibra. Desta forma, cada vez mais o 5G irá requerer uma maior densificação das redes de fibra metropolitanas. Com isso, a medida que as redes de fibra aumentam, elas passam também a estar disponíveis para servir a banda larga das residências no serviço FTTH. Desta forma, o 5G complementa esse serviço para que os clientes também tenham uma experiência de conexão de dados de alta velocidade ao saírem de suas casas.

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