São Paulo se prepara para o 5G, mas periferia deve ficar para trás

Cidade regularizou infraestrutura para receber a tecnologia de quinta geração, mas há problemas.

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Imagem: Pixabay

Na parte regulatória, a cidade de São Paulo se prepara para a chegada do 5G. Um passo importante foi dado com o decreto que regulamenta a instalação de small cells.

As pequenas células são equipamentos de radiofrequência que podem ser alocados em postes ou fachadas, sem a necessidade da realização de obras.


E de acordo com o decreto, a instalação terá que ficar oculta do mobiliário urbano, ou seja, escondida em postes de iluminação pública.

São equipamentos que facilitam a distribuição de sinal em locais de muita aglomeração, além de serem imprescindíveis para o futuro 5G, que possui frequência superior e demanda mais antenas.

Entretanto, as small cells não resolvem o problema da distribuição de longa distância. Esse é um papel da estrutura tradicional.

Essa é a parte que demanda investimentos para a instalação de mais torres e fibra óptica, outra tecnologia que será imprescindível para a implementação da quinta geração da conectividade móvel.

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Com isso, as áreas carentes de internet e infraestrutura ficam prejudicadas, ou seja, periferias.

O desenvolvimento desse tipo de infraestrutura é regido por uma lei de 2004, com muitos critérios que são difíceis de implementar em 2020.

De acordo com Marcos Ferrari, presidente do SindiTelebrasil, uma das regras pede que a rua tenha 10 metros de largura, questão impraticável em bairros carentes.

Até então, há um logo caminho para o 5G, que além de demanda mais antenas, requer também muita fibra óptica, presente apenas nas áreas ricas de São Paulo.

Com informações de Folha de S.Paulo

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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