Sindicatos se unem e emitem nota de repúdio à Oi

Entidades reprovam demissões em massa da operadora em todo o país em meio a uma grande reorganização corporativa.

Ilustração: marlonludo

Nesta segunda-feira, 8, a Federação LIVRE dos Trabalhadores em Telecomunicações emitiu uma nota de repúdio contra dezenas de demissões na Oi em plena pandemia, em meio a uma nova reorganização corporativa.

A Federação LIVRE congrega sindicatos dos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rondônia.


Tudo começou na última terça-feira, 2, quando o RH da operadora enviou um e-mail aos seus 12.500 empregados diretos comunicando que ocorreria uma migração de pessoal da Oi para a BRTelecom, que também é uma empresa do grupo, mas que está fora do plano de recuperação judicial em curso.

A gerência chegou a garantir que não haveria rescisão de contrato daqueles que fossem para a BRTelecom, e que a nova empresa assumiria todos os direitos e benefícios atuais dos trabalhadores.

A comunicação afirmava que 7 mil empregados seriam afetados e que a mudança ocorreria ao longo deste mês de junho. Segundo a Federação, tal medida gerou pânico e insegurança generalizada, pegando os sindicatos de surpresa.

A Federação se uniu e convocou uma reunião com o atual presidente da empresa, Rodrigo Abreu. No entanto, antes mesmo de ocorrer o encontro para esclarecimentos sobre a medida, foi anunciado que a Oi tinha desistido da reestruturação.

Entretanto, nesta segunda-feira, 8, a Federação divulgou que a Oi realizou a demissão de dezenas de colaboradores, incluindo trabalhadores, diretores e gerentes em todos os estados do país, metade deles somente no Rio de Janeiro.

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As entidades alegam que a companhia está usando da pandemia da Covid-19, que já causa insegurança, sofrimento e mortes, para piorar a situação, instalando o medo e o caos em seu quadro de trabalhadores.

“A Federação LIVRE não se furtará de tomar as medidas cabíveis, administrativas e jurídicas, caso a Oi resolva promover cortes em massa de pessoal. Estaremos na linha de frente para proteger a categoria de atitudes desvairadas da atual diretoria que trata com descaso e desrespeito os 12.500 ‘colaboradores’ diretos da maior operadora de telefonia fixa, da quarta maior operadora de telefonia móvel do Brasil e a terceira maior empresa do setor de telecomunicações na América do Sul”, diz a nota.

O Minha Operadora entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Oi, mas até a publicação desta matéria não recebemos um retorno sobre as demissões da companhia. A matéria será atualizada caso recebamos uma resposta.

[ATUALIZAÇÃO – 09/06/2020 19h04]:

Sobre as demissões realizadas, a Oi emitiu o seguinte comunicado:

Desde 2019 a Oi vem acelerando o processo de transformação e mudança de tecnologia, uma vez que seu Plano Estratégico tem foco na massificação da fibra ótica de alta velocidade no Brasil, como componente fundamental de todos os serviços de telecomunicações fixos e móveis. Para isso, a Oi segue implementando diversas ações de simplificação e eficiência de suas operações, incluindo ajustes em sua organização de modo a buscar a sustentabilidade do negócio e a flexibilidade para seguir atendendo, cada vez melhor, às atuais demandas por conexão, comunicação, informação e serviços digitais pela sociedade.

Este processo de substituição da infraestrutura de cobre por serviços baseados em fibra ótica de alta velocidade tem exigido também ajustes e adequação das equipes de forma a refletir essa nova dinâmica e atender aos perfis técnicos necessários para o atual momento do mercado de telecomunicações. Como parte desse processo, a companhia realizou recentemente mudanças em sua estrutura, com a otimização de processos, readequação de áreas e simplificação de tomada de decisão em todos os níveis, de maneira alinhada aos objetivos estratégicos da companhia. Essas mudanças resultaram em uma nova configuração dos níveis de gestão e no desligamento de 132 pessoas, entre colaboradores e executivos da empresa.

O processo de transformação do negócio prevê também uma realocação de receitas, custos e investimentos de nossos negócios. Em decorrência desse processo, sem que haja nenhum impacto de ordem prática na relação de colaboradores com a Oi nem no seu dia a dia com a organização, a companhia também prevê a reorganização de registros corporativos de colaboradores entre as empresas do grupo. A Oi manterá o foco em suas operações e sua transformação, seguindo com o projeto de se tornar uma das empresas de infraestrutura mais relevantes do país, e ciente do seu compromisso com a sociedade, clientes, fornecedores, profissionais e todos os participantes de seu ecossistema.

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About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.
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Jessica

Choraram tanto que eu cheguei a ficar com dó [/s], a empresa tem uma divida bilionária, ta vendendo o que tem pra se manter em pé, não quebrar de vez e demitir TODO MUNDO, e ainda querem que ela seja obrigada a manter funcionário, infelizmente tenho uma má noticia pro sindicato, não é só dezenas de funcionários da OI que foram demitidos nessa pandemia e as consequências que ela trouxe junto, são MILHÕES de brasileiros, incluindo eu e amigos queridos, a vida segue, ao invés de ficar chorando, eu já estou procurando outro emprego na minha área, não faço parte… Leia mais »

Cidade - UF
Pouso Alegre - MG
Tauan Fontoura

Sindicatos em quase toda sua totalidade são apenas abutres.
Bandidos que só tomam dinheiro do trabalhador, não fazem nada de útil sem ganhar algo em troca.

A Oi é uma péssima empresa que está a beira da falência.
É ruim para os que foram demitidos, mas as vezes é melhor demitir alguns do que a empresa não aguentar mais e fechar de vez assim deixando muito mais desempregados.

Brasil acima de tudo.

Cidade - UF
Porto Velho RO
Finn

A Oi não está a beira da falência, pelo contrário, nem precisa mais da recuperação judicial. A divisão de fibra está crescendo bem rapidamente e animando os investidores, que recomendam a compra das ações dela. A divisão de telefonia móvel que dá prejuízo e está mal das pernas, mas está nos planos de ser vendida.

Cidade - UF
Campo Grande
Evandro Garcia de Oliveira

Fui demitido pela Oi.
O Sintel(sindicato) que eu me lembro, ao invés de atacar o Governo do PT, responsável pelo rombo da OI sempre o apoiou e fez elogios a CUT, ao partidos comunistas do Brasil( Psol, PDT, PT, PCO, PC DO B , REDE, ETC) a Cuba e,Fidel Castro em seus jornais. Não se preocupava com a roubalheira na empresa, agora aparece como herói. O Sindicatos em geral , nos últimos 15 anos, se mostram como ” puxadinho” de partidos de extrema esquerda do Brasil, PT, PSOL, PC DO B.

Cidade - UF
Rio de Janeiro, RJ
Jefferson

É o famoso #FiqueEmCasa…DeVez!!

Cidade - UF
Recife - PE
Raphael Machado

Parabéns, empresa + eficiente. Fazendo mais com menos funcionário. #oibr310reais #vem2023.

Cidade - UF
Campo Novo do Parecis MT
Tania Trento

Se o Sindicatos não defendem os empregos, a renda, os benefícios conquistados pelos trabalhadores, são taxados de “não prestam para nada”.
Quando o Sindicato defende, atua, que é sua função de fato, né Jessica, Jeferson, Tauan, Rafael, também não presta, porque tomam as dores da empresa, mal administrada, com gestores incompetentes, acionistas abutres que só pensam no lucro.
Se a Oi está em recuperação judicial certamente não foi por culpa dos seus 12.500 trabalhadores. Não foi mesmo.
Trabalhador/a é um ser que realmente não se conscientiza da sua condição de explorado. Aprendam: É luta de classe!

Cidade - UF
Cariacica-ES