HBO Max enfrenta polêmica racial em estreia

Clássico do cinema foi removido temporariamente do catálogo; entenda o motivo.

Vivian Leigh e Hattie McDaniel em "E O Vento Levou"
Imagem: Vivian Leigh e Hattie McDaniel em “E O Vento Levou”

Serviços como o HBO Max e Disney+, comandados por estúdios que marcaram épocas nos cinemas, chegaram nos Estados Unidos e outros países com muitos clássicos no acervo. Entretanto, abordagens problemáticas do passado em alguns títulos não passaram despercebidas aos olhos do público.

Em tempos de movimentos como o #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam), especialistas opinam que é necessário ter responsabilidade ao disponibilizar obras feitas em tempos marcados pela injustiça racial e outras questões.


É o caso do filme “E o Vento Levou”, um dos maiores clássicos de Hollywood e vencedor de oito estatuetas do Oscar. Assim que disponibilizado, ativistas negros se manifestaram contra a produção.

A história, segundo especialistas, é um retrato do sul dos Estados Unidos nos tempos de segregação racial, e mostra escravos conformados e seus proprietários brancos como verdadeiros heróis.

Outra polêmica que um dos filmes com maior bilheteria de todos os tempos carrega é a vitória da atriz Hattie McDaniel, primeira atriz negra a vencer um Oscar.

Na ocasião, a atriz foi impedida de se sentar com os colegas de elenco do filme e sua entrada na cerimônia da premiação precisou ser negociada, para que ela pudesse se sentar em uma pequena mesa ao fundo. Pois a Califórnia também era segregada.

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Por conta dos protestos, a Warner retirou o filme do catálogo, mas prometeu que retornará com a obra em breve, sem excluir cenas. O estúdio vai apenas incluir uma discussão do contexto histórico da obra.

Para a empresa, fazer cortes seria como dizer que preconceitos nunca existiram, o que não é verdade.

Em seu lançamento, o concorrente Disney+ enfrentou a mesma polêmica e precisou incluir avisos antes de obras como Peter Pan, Dumbo e outras, com o aviso de que o título pode conter representações culturais antiquadas.

Já o polêmico “Canção do Sul”, acusado de ter um teor racista, nunca será incluído no acervo, de acordo com a Disney.

Com informações de Variety

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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felipi

Meu Deus, tanto mi mi mi num filme de 1940, época que nem meus pais eram nascidos. Que mundo é este, onde ao invés de evoluir está encaretando as pessoas, não se pode criar mais obras ou exibi-las. A que ponto chegamos. Que pessoas chatas!

Cidade - UF
Carapicuíba SP
Mateus Da Silva

Na minha opinião não deveria tirar temporáriamente no maximo alterar a sinopse mas também é apenas as pessoas perceberem que o filme é antigo logo os tempos mudaram mas como as pessoas tem preguiça de olhar as descrições (que deve tar mostrando o ano do filme) acontece isso! Lamentável!!
Considero sendo Militante Militando errado!

Cidade - UF
Marechal Cândido Rondon - Paraná
Giancarlo De jesus Rangel

Dois serviços censuradores que irão passar longe de minha carteira

Cidade - UF
RJ