Divisão de ativos e venda; entenda os novos planos da Oi

Junto com a divulgação de novos resultados, operadora surpreendeu ao abrir valores e outras partes de sua estratégia.

Ilustração - Fibra óptica
Imagem: tOrange.biz

Mesmo em um cenário de crise há muito tempo, a Oi (OIBR3 / OIBR4) parece bem planejada. Seus planos soam como um grande mural com blocos adesivos e bem conectados entre si. A proposta divulgada agora é a divisão da companhia em quatro unidades para vender três.

De forma simplificada, a ideia é gerar recursos para pagar dívidas e financiar a operação via fibra óptica que vai nortear a atuação da operadora nos próximos anos. O tão falado projeto “empresa de fibra”.


São planos que estão incluídos no aditamento da recuperação judicial, já solicitado pela Oi e protocolado na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Um pedido que pretende viabilizar os planos da marca a longo prazo e uma ideia que transforma o modelo de negócio da operadora. A divisão da companhia consiste em quatro “Unidades Produtivas Isoladas”, também chamadas de UPIs.

Conheça:

SPE InfraCo.: Com objetivo de acelerar investimentos e expandir a operação via fibra óptica, é a unidade que vai concentrar os ativos de infraestrutura e fibra óptica, obviamente com relação às redes de acesso e transporte do grupo.

“A SPE InfraCo, uma vez implementadas as operações previstas no Plano, será uma coligada da Companhia, e buscará no mercado os recursos necessários para o financiamento de seus investimentos, de forma a expandir as atividades do Grupo Oi em fibra ótica e atender a um maior número de clientes de todos os segmentos em todo o país”, destaca a Oi.

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UPI Ativos Móveis: Com valor estimado em R$ 15 bilhões, é a unidade que reúne ativos e passivos da comunicação móvel da Oi. A parte que, provavelmente, será disputada pelas operadoras TIM, Vivo e Claro, conforme já especulado.

“A definição de proposta vencedora se dará pelo maior preço oferecido acima do preço mínimo, resguardada porém a possibilidade de as Recuperandas selecionarem a segunda melhor proposta (…)”, diz o comunicado.

UPI Torres: Será composta por 100% das ações que reúnem ativos e passivos de torres outdoor e indoor para transmissão de radiofrequência. O valor estimado pela operadora para ofertar a unidade é de R$ 1 bilhão.

UPI Data Center: Aqui, obviamente, trata-se da unidade dedicada aos ativos e passivos relacionados às atividades de Data Center. O procedimento competitivo para aquisição tem valor mínimo de R$ 325 milhões. Desse montante, se R$ 250 milhões forem pagos à vista, o restante poderá ser parcelado.

Futuro da operação

Ao finalizar a divulgação das novas metas, a Oi destaca:

“Com tais medidas, busca-se que este conjunto de ativos seja suficiente para garantir a continuidade das atividades da Companhia e o pagamento de suas dívidas os termos do Aditamento ao PRJ.”

Portanto, o desmembramento e a posterior venda das três unidades supracitadas são vistas como essenciais para que a operadora passe pela transformação almejada em sua continuidade.

Se tudo correr como esperado, são mais de R$ 16 bilhões garantidos para a Oi.

Confira também os resultados da operadora referentes ao primeiro trimestre de 2020:

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Eduardo Mariano

“Se tudo correr como esperado, são mais de R$ 16 bilhões garantidos para a Oi.”   “Se tudo ocorrer bem” a empresa continuará em situação financeira complicada. Vai dividir tudo, vender a Oi Móvel (que poderia gerar muito lucro no longo prazo) e ainda ficará com uma dívida em torno de 8,44 bilhões (24,44 bilhões (valor atual da dívida bruta) – 16 bilhões da venda dos ativos Oi móvel, etc) e para piorar a situação até que a venda desses ativos seja concretizada existe uma grande probabilidade dessa dívida aumentar podendo chegar muito próximo ao valor da venda da Oi… Leia mais »

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