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Fibra da Oi já compensa parcialmente queda no cobre

Operadora ainda registra resultados negativos, mas parece caminhar para um equilíbrio financeiro com a redução do prejuízo.

Divulgação Oi
Imagem: Divulgação Oi

A noite da última quarta-feira, 25, foi marcada pela divulgação de resultados referentes ao quarto trimestre de 2019 da Oi (OIBR3 / OIBR4). No entanto, antes de liberar seu desempenho, a operadora comunicou que não fará qualquer projeção futura.

O motivo é a incerteza e volatilidade no cenário macroeconômico local e internacional gerada pela pandemia do coronavírus.


Com uma receita líquida de 4.914 milhões, a queda no comparativo anual é de 8,4% e 1,8% ao lado do trimestre anterior. A queda nos serviços de cobre, tráfego e voz ainda são atribuídos como principais fatores.

Mas todo o investimento em fibra óptica não é em vão, pois a tele destaca que a receita do FTTH já compensa parcialmente a diminuição, assim como o crescimento no pós-pago e TI corporativo.

A propósito, o segmento móvel é um dos destaques da prestadora, que ocupou 31% no mercado de adições líquidas do pós-pago em 2019. Resultado de uma forte campanha para migração e venda de planos, que resultou em 15% de crescimento anual na receita.

Esforços concentrados na fibra

Um dos pontos destacados pela Oi é que execução do plano estratégico estabelecido em julho de 2019 permitiu que a empresa construísse uma base sólida para 2020.

Ao todo, foram 675 mil casas conectadas com uma conexão de fibra óptica da operadora em dezembro e 4,6 milhões de residências aptas para receber a nova tecnologia de banda larga.

Em um ano, a empresa estima alcançar mais de 8 milhões de lares com a sua conexão de ultra velocidade. No comparativo com 2018, a receita gerada pelo segmento teve um salto de 714,4% e caminha para se tornar uma boa fonte de lucro para a Oi.

Queda no cobre

No cobre, a diminuição dos serviços de voz é ainda maior do que na banda larga. Enquanto o primeiro caiu 22,6% nas receitas, o segundo serviço reduziu 16,1% anualmente.

Com a banda larga, a Oi destaca que o principal ofensor é a competição com provedores regionais, que crescem com rapidez e juntos conquistaram a liderança do mercado de internet fixa.

A maior parte dos acessos da Oi ainda são compostos pela VDSL e ADSL, mas estrategicamente, a operadora segue com impulsos para a venda da fibra e diminuições no portfólio ativo de cobre.

Já a TV por assinatura caiu 8,5%¨na análise anual e 4,6% ao lado do trimestre anterior. Para a companhia, “o resultado refletiu a estratégia de alocar mais recursos para acelerar os investimentos na Fibra, que segue oferecendo também o serviço de IPTV”.

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Receita do móvel

Enquanto o pré-pago caiu 10,3% anualmente, o pós-pago teve um impulso de 23,1%. Para conseguir os resultados, a marca investiu na divulgação de um novo portfólio e incentivou a migração dos clientes, com base da migração de voz para dados.

Alguns fatores influenciam a queda do pré, como a desconexão de clientes inativos, migração para o pós e a consolidação de chips no mercado.

O refarming da faixa de frequência de 1.8GHz para o 4G e 4.5G fortaleceu para que a empresa registrasse bons resultados no segmento pós-pago, conforme destaca na divulgação dos resultados.

B2B, corporativo e atacado

A receita líquida do B2B sofre impacto da diminuição do tráfego de voz. Anualmente, uma queda de 7% foi registrada e o resultado financeiro ficou em R$ 5,528 milhões. Uma recuperação econômica lenta do país retarda o crescimento do setor, segundo a Oi.

Já a receita do corporativo cresceu em meio a um novo posicionamento da companhia, com a oferta de soluções integradas, iniciativa anunciada em dezembro de 2019. O aumento foi de 17,3% anualmente e manteve a estabilidade na comparação com o trimestre anterior.

A base de clientes cresceu 8,2%. Já no atacado, a queda foi de 31,2% em função do acordo com a Vivo em 2018 para liquidação de valores em aberto no valor de R$ 84,9 milhões.

Resultados gerais

Um ponto importante a destacar na divulgação da Oi é que o prejuízo da operadora reduziu em 32,6% de outubro a dezembro. Ao todo, são 2,263 bilhões, mas se levar o que foi acumulado durante o ano, são R$ 9 bilhões.

O EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 1,016 bilhão, com diminuição de 19,1% no trimestre.

Durante o ano, a operadora investiu R$ 7,842 bilhões e dedicou R$ 1,991 bilhão para o quarto trimestre. A receita líquida total consolidada em 2019 foi de R$ 20.136 milhões, 8,7% a menos do que em 2018.

Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop. E-mail: [email protected]

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