Globo se prepara para competir com a Netflix pelo mundo

Muito além da plataforma Globoplay, emissora prepara séries originais para o mercado internacional em parceria com a Sony.

Série Desalma (Unsoul). Imagem: Divulgação Globo
Série Desalma (Unsoul). Imagem: Divulgação Globo

Globo e Netflix representam diferentes tipos de negócios. Enquanto uma é a maior emissora de televisão da América Latina, a outra é a pioneira nos serviços de streaming e foi elevada na lista das marcas mais valiosas do mundo.

No cenário da TV aberta, a emissora carioca possui uma hegemonia irretocável há anos. São raros os momentos em que a liderança de audiência da Globo é ameaçada pela concorrência. Portanto, qual é a grande preocupação? O futuro.


Obviamente, o modelo de negócio dos próximos anos é o VOD (vídeo sob demanda). Mesmo com suas audiências intactas, as emissoras de TV não podem se acomodar quando uma empresa como a Netflix atrai holofotes do mundo inteiro.

Para competir em terras brasileiras, a primeira jogada da Rede Globo foi o lançamento da plataforma Globoplay, com programas, séries e filmes originais, além de um catálogo internacional para disputar consumidores com a concorrência.

No entanto, os grandes estúdios vão entrar na jogada. A Disney é um deles e as coisas poderão ficar complicadas até para a Netflix, que terá muita produção para tirar do papel até preencher o vazio que algumas produções deixarão.

Para a Globo, há um pequeno sinal de alerta. É por isso que a emissora vai além e já começou a produzir séries que vão atender a demanda do mercado internacional.

Guy Bisson, representante da consultoria britânica Ampere Analysis, afirma que esse é um grande momento para concentrar em produção local que funcione no mercado global. O estopim certamente é a Disney e outros estúdios que decidiram retirar seus conteúdos dos serviços de streaming para montar suas próprias plataformas.

A primeira produção da Rede Globo que vai transitar internacionalmente é “O Anjo de Hamburgo” (The Angel of Hamburg). Um retrato sobre famílias de judeus que foram salvas pela brasileira Aracy de Carvalho na cidade alemã.

“Desalma” (Unsoul), estrelada pela aclamada Cássia Kiss, é outra aposta da Globo. Trata-se de um drama sobrenatural sobre o desaparecimento de uma jovem dentro de uma comunidade ucraniana no Sul do Brasil.

Mônica Albuquerque, diretora de desenvolvimento e acompanhamento artístico da Rede Globo, explica que a ideia é retratar um brasileiro no exterior ou algum elemento do país que possa ser internacional.

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A própria Netflix provou que essa estratégia é certeira. Séries como La Casa de Papel, Dark, Elite e até mesmo a brasileira 3% fizeram sucesso no mundo afora. A língua não foi uma barreira.

Tudo indica que as produções brasileiras estão prontas para navegar em terras que possuem boa aceitação para a dublagem, assim como a legenda.

Para montar toda essa nova linha de produção, a poderosa emissora fez uma parceria com a Sony. “The Angel of Hamburg”, por exemplo, será um teste e foi toda gravada em inglês. A produção terá distribuição internacional pelo estúdio.

Definida pelo diretor da Netflix como uma importante concorrente ao lado da HBO, a Globo enaltece a própria flexibilidade e necessidade de compreender como produzir em escala internacional.

Mônica Albuquerque explica que é importante competir pela qualidade.

Sobre flexibilidade, a versão hispânica da minissérie Amores Roubados é um bom exemplo. A produção foi vendida para a Telemundo, mas a Globo acompanhou tudo de perto.

Já a distribuição internacional surpreendentemente ficou com a Netflix, que será a segunda janela. No Brasil, a nova versão vai ser uma exclusividade Globoplay.

Esse é um bom exemplo sobre como todas as portas precisam estar abertas para a própria sobrevivência e sucesso na atual ebulição do mercado de distribuição de produção de conteúdo.

Com informações da Folha de S.Paulo

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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Junior

Com o LIXO que produz. Com certeza será um FRACASSO!

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Jefferson
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Jefferson

A globo querendo contaminar o resto do mundo, com seus programas tóxicos.

Cidade - UF
Recife - PE
Alexandre Cardoso Freitas
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Alexandre Cardoso Freitas

Me desculpe ao editor da matéria mas, é uma piada.

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Caratinga
Daniel Andrade
Visitante
Daniel Andrade

A Globo quer competir com a Netflix??!?! Com essa programação tosca? Vai ter que mudar muuuuuuuuiiiita coisa, heim? Até uns 10 anos atrás a Globo tinha alguma coisa que prestava. Hoje é um LIXO!

Cidade - UF
Ribeirão Preto
Lázaro Tanan
Colaborador

Tem tudo mesmo para competir com essa netflix, está que cresceu comprando conteúdos de outras, até começar a investir em conteúdo original, porque a Globo não conseguiria? Emissora que desde sempre tem qualidade!!!!!!! Só precisa aprender agora um pouco mais em fazer séries com nível internacional e querer gastar com isto. Indicação ao emmy não é surpresa para mim, mas para competir com as super produções precisará estar revolucionando, reformulando. Não expor apenas temas que mostre pobreza do país, para ter credibilidade de fato. Por isto a parceiria com a Sony! Espero que ela começe a ganhar parcelas de assinantes… Leia mais »

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Uberaba