Expansão do 4G pode ser obrigatória para a chegada do 5G

Na nova proposta do leilão 5G da Anatel, operadoras podem ser obrigadas a cobrir regiões não contempladas com tecnologia 4G ou superior.

Ilustração Torre
Imagem: Pixabay

O Brasil terá a chance de ser um dos primeiros, mas também poderá ser um dos últimos na adoção do 5G. É o que comentou Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm no Brasil. O executivo foi um dos participantes do debate sobre o implante da tecnologia na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Junto dele, empresas de telecomunicações, emissoras de TV, entidades da sociedade civil e autoridade regulatórias participaram da audiência. No diálogo, houve um consenso: o potencial transformador da introdução do 5G.


A Internet das Coisas, inclusive, foi muito destacada entre os impactos sociais e estratégicos que a nova conexão móvel trará.

“A comercialização do 5G está mais rápida que a do 4G. Países reconheceram a importância vital que o 5G vai ter e todos se lançaram a colocar redes no ar. O 5G está sendo lançado em todos os países da Europa. O Brasil pode ter chance de ser dos primeiros ou dos últimos da América Latina a lançar. Vai depender de nós. No Brasil ainda nem temos definição exata de como será o processo licitatório e como será licitado o espectro. Sem ele não funciona, pois precisa de muita banda”, comentou Rafael Steinhauser.

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Pelo comentário de Rafael, chegamos ao maior problema do lançamento, o leilão de espectro. Agendado para março do próximo ano, o evento acabou adiado para meados de 2020, com possibilidades de ficar para 2021.

O motivo? Foi comprovado que a tecnologia terá interferência no sinal da TV por parabólica. Wender Souza, representante da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), enfatizou a polêmica.

O executivo destacou que a TVRO está presente em 22,1 milhões de lares no Brasil, principalmente em rincões do país, locais em que outras tecnologias para transmissão de canais não chegam.

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“O problema da vez para dar segurança ao leilão é o que fazer com a TVRO. Precisamos dar uma solução definitiva. Defendemos tirar toda a base receptora da televisão doméstica da banda C e migrar para banda Ku. Além disso, que sejam distribuídos kits de recepção para a banda ku para população do cadastro único”, destacou Wender Souza.

Entretanto, a Anatel já circula uma proposta para o leilão. O documento, inclusive, já foi entregue ao Conselho Diretor. Entre as obrigações previstas, as operadoras terão que atender localidades não contempladas com tecnologia 4G ou superior.

Há também uma meta de cobertura. Nela, 95% das áreas urbanas de cidades com menos de 30 mil habitantes precisam estar cobertas pela atual geração ou superior. A ampliação dos backbones, que viabilizam a fibra ótica, também poderá ser exigida.

Com informações de ComputerWorld

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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