5G e antenas parabólicas podem coexistir, diz relatório

Principal entrave no leilão da rede de quinta geração poderia ser resolvido com soluções economicamente viáveis.

Foto: Ryoma Onita/Unsplash

Nesta segunda-feira, 18, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), apresentou ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) um relatório da Fundação CPqD, que atestou a viabilidade técnica da coexistência da rede 5G, na faixa de 3,5 GHz, com os sinais de televisão transmitidos via satélite pela Banda C.

Segundo o estudo, a interferência do 5G poderia ser eliminada, mesmo nos cenários mais críticos, ao utilizar dispositivos denominados LNBF’s de nova geração, instalados no equipamento da antena parabólica, na residência dos usuários.


Durante os testes foram utilizados oito novos LNBF’s, de quatro fornecedores.

“Três dos quais foram capazes de eliminar totalmente a interferência do sinal na banda adjacente, avaliados no Cenário Anatel, sem a necessidade de redução na potência transmitida pelo 5G”, diz o CPqD no relatório.

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A intenção do estudo foi encontrar uma solução para que não fosse necessário a migração de toda a infraestrutura de antenas parabólicas para a banda Ku, o que seria algo complexo, de alto impacto financeiro, além de provocar atrasos no desenvolvimento da tecnologia 5G.

A interferência é um dos principais motivos do atraso do leilão da nova rede, pois ele poderia deixar consumidores nas zonas rurais sem sinal de canais da TV aberta.

A estimativa é que o leilão do 5G ocorra apenas no segundo semestre de 2020.

Com informações de SindiTelebrasil.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

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