Compra da Nextel: Entenda a derrota da TIM contra a Claro

Operadora apresentou um recurso para tentar barrar a compra da Nextel, mas a operação foi aprovada sem restrições pelo Cade.

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Imagem: Unsplash (Ilustração)

Tudo indica que o imbróglio que envolvia a compra da Nextel pela Claro chegou ao fim, ou está perto de ter uma resolução final. O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou a negociação sem qualquer restrição.

Mas já não haviam feito isso? Sim, porém, a concorrente TIM surgiu com uma “carta na manga” para tentar colocar uma barreira na gigante operação de negócios das telecomunicações brasileiras.


A operadora da Telecom Itália alegou que a compra traria um desequilíbrio para o mercado e a Claro teria um gigante acumulo de espectro em mãos. Com isso, a empresa queria impor um compartilhamento.

Ou seja, para resolver a questão, a TIM sugeriu que a Claro compartilhasse seus espectros, a preço de custo, com as concorrentes que ficassem prejudicadas após a gigante operação.

No entanto, Sérgio Ravagnani, relator do processo no Cade, apresentou um longo voto para rebater argumentos da TIM. O primeiro que ele derrubou foi que a concentração de espectros não pode ser compensada com medidas alternativas, como o leilão de frequências 5G.

“A operação não desperta maiores preocupações. A TIM desconsidera o uso de tecnologias alternativas e, além disso, o mercado deverá passar por diversas operações decorrentes do leilão 5G”, comentou Ravagnani.

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A Claro se comprometeu a devolver parcelas de espectro que ultrapassem 35% da frequência, teto imposto pela Anatel.

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Outra questão que pesou contra a iniciativa da TIM foi o fato de que a mesma chegou a negociar a compra da Nextel. A informação foi utilizada por Bárbara Rosenberg, advogada da Claro. Para ela, a empresa tentou “pegar carona” no investimento feito pela concorrência.

Rosenberg explica que se o espectro é um insumo essencial para a marca da Telecom Itália, ela deveria ter comprado mais nos leilões ou adquirido a própria Nextel quando teve a oportunidade.

O futuro da Claro + Nextel

A partir de agora, se tudo ocorrer como o esperado na compra, a Claro vai aumentar sua presença no Rio de Janeiro e São Paulo, locais onde a Nextel possuía maior presença, e diluir a marca em suas operações.

Em março, a operadora da América Móvil desembolsou US$ 905 milhões (R$ 3,47 bilhões) para adquirir a Nextel, da NII Holdings.

Com informações de Estadão

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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