EUA fazem pressão no Brasil depois de aproximação com a Huawei

Movimentação dos norte-americanos surge depois de Bolsonaro receber o presidente da fabricante chinesa Huawei, em Brasília.

Foto: Marcos Corrêa / PR

Nas últimas semanas, representantes de Donald Trump tem se reunido com autoridades brasileiras para inflar preocupações sobre segurança dos equipamentos da Huawei. A justificativa é que eles são suscetíveis a espionagem e ataques hackers.

Em outubro, por exemplo, o governo de Trump enviou especialistas ao país para apresentar em reuniões com a Casa Civil, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e ministérios da Ciência e Tecnologia e Relações Exteriores o Comitê de Investimento Estrangeiro (CFIUS, na sigla em inglês), que tem a função de analisar investimentos que ameacem a segurança nacional dos EUA.


Um órgão parecido no Brasil poderia bloquear a entrada de produtos da Huawei no país.

Além disso, os americanos têm enviado recado a auxiliares de Jair Bolsonaro que parcerias na área da segurança e defesa depende de que haja garantia de que a infraestrutura utilizada no Brasil seja totalmente confiável.

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“Permitir equipamentos de telecomunicações chineses em qualquer ponto de uma rede 5G cria um risco inaceitável para a segurança nacional, infraestrutura, privacidade e direitos humanos”, afirmou a missão diplomática americana.

Diante do aumento do lobby americano, Yao Wei, novo presidente-executivo da Huawei, se reuniu nesta segunda-feira, 18, com Jair Bolsonaro. A empresa deixou claro a segurança de seus equipamentos o seu interesse no leilão brasileiro do 5G, que deve ocorrer no segundo semestre de 2020.

“Apenas ouvi”, resumiu o presidente brasileiro após a reunião. “Não ouvi a palavra leilão. Se falou, estava desatento”, completou Bolsonaro, dizendo que levará em conta a “melhor oferta” e “conectividade”.

Hoje, a companhia chinesa é a maior fornecedora de equipamentos de rede no mundo, com mais da metade das operadoras utilizam a tecnologia. No Brasil, a Huawei já testa equipamentos 5G em parceria com a Claro, Oi, TIM e Vivo.

A vantagem da chinesa é a capacidade de vender equipamentos menores, com maior potência e operando nas redes 2G, 3G, 4G, 4,5G e 5G, tudo isso com baixo custo.

Com informações de Folha de S.Paulo e InfoMoney.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

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