5G também terá impactos no cinema e TV

Anderson Guimarães
4 min de leitura

Aplicativo TikTok já é citado como referência por produtores de conteúdo da China.

Cinema. Ilustração
Imagem: Krists Luhaers (Unsplash)

Muito se discute sobre os veículos autônomos, avanço da inteligência artificial e as cidades inteligentes que vão surgir com todo o crescimento industrial promovido pelo 5G. Mas e o cinema e TV? Também terão impactos com a conectividade de quinta geração? A resposta é sim.

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Nos últimos dias, o evento “Chinese American Film and TV’s Festival”, próprio para apresentar produções da China e Estados Unidos, serviu de palco para a discussão em torno do impacto da nova conexão móvel na indústria audiovisual.

Os profissionais presentes falaram sobre como o 5G deve trazer mudanças para a produção e distribuição de conteúdo pelo mundo afora.

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Jack Gao, CEO do app de streaming Smart Cinema, explicou que um conteúdo que levava 40 minutos para baixar, levará apenas três graças ao poder da nova conexão. O futuro provavelmente será com maior distribuição via serviços móveis, segundo o executivo.

“Bem-vinda, tecnologia. Quer você goste ou não, (ela) está chegando”, conclui.

A frase do executivo serve como um contraponto ao recente posicionamento de alguns cineastas contra os novos meios de produção, como o próprio vídeo sob demanda. Filmes de grande orçamento são priorizados no cinema, enquanto o streaming passou a abrigar produções mais independentes e de baixo custo.

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Martin Scorsese, aclamado cineasta e vencedor do Oscar, recentemente criticou os filmes da Marvel e disse que as salas de cinema se tornaram parque de diversões. Curiosamente, o diretor lançará seu novo filme na Netflix em breve.

Mas, em entrevista, ele afirmou que adoraria estar nas salas de cinema com a sua obra.

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Entretanto, há uma parte da indústria muito mais preocupada com o alcance que será promovido pelo 5G. Andre Morgan, presidente da produtora Ruddy Morgan Productions, argumentou que conforme a tecnologia evolui, mais amplo será o público.

É a possibilidade de atingir uma parcela muito maior do que se poderia imaginar 30 ou 40 anos atrás.

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O fundador da distribuidora japonesa TokyoApp, Stu Levy, explica que a nova conexão móvel também vai moldar a estética e sensibilidade das produções. Como referência, ele cita o TikTok app.

“Se eu fosse um jovem cineasta hoje, o primeiro lugar que eu estaria olhando seria o TikTok”; “É sempre o lugar onde os jovens e seus movimentos são relevantes para a cultura pop”, opinou.

A conclusão é que os debates atuais se concentram entre o preciosismo de antigos cineastas com o modelo de anos atrás, das salas cinemas, contra os executivos e produtores mais empolgados com o alcance que a tecnologia promoverá às obras.

Um produto chinês ou até mesmo brasileiro terá muito mais facilidade para alcançar o mundo inteiro pela distribuição em dispositivos móveis.

O 5G vai potencializar os aplicativos de streaming e isso beneficiará as produções. Antes, tudo tinha que ser resolvido via contrato de distribuição, vendas para emissoras, era um alcance mais limitado.

A própria Netflix consegue estrear séries estrangeiras simultaneamente para mais de 100 países. O que está ameaçado é a hegemonia americana na indústria audiovisual, já que a tecnologia promoverá um alcance muito maior para produções que antes não tinham tanta capacidade de circulação.

Com informações de Tecmundo

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