Mercado global de celulares deve fechar 2019 em queda

Redução é estimada em 2,2%, mas uma virada já é prevista.

Smartphones
Gian Cescon (Unsplash)

De quem é a culpa? Crise econômica? O fato é que as pessoas parecem mais apegadas aos seus smartphones, ou menos dispostas a trocar os aparelhos. É o que indicam os números globais do segmento de celulares, em redução contínua.

O mercado deve fechar 2019 como seu terceiro ano de queda, com uma redução estimada em 2,2%. As informações são do relatório da Worldwide Quarterly Mobile, da IDC.


E quais são os fatores que ocasionam a queda? O primeiro a ser mencionado é o intervalo cada vez mais curto que as marcas estabelecem para lançar novas gerações. Do Galaxy S9 para o Galaxy S10 (evolução do topo de linha da Samsung), foram menos de 12 meses.

Para pessoas que não são de classe alta, um smartphone premium de última geração é suficiente por, pelo menos, dois ou três anos.

Outro fator no qual a queda pode ser atribuída são os altos preços praticados. Em 2018, por exemplo, foi anunciado que o iPhone XS Max custaria até R$ 10 mil no Brasil. A informação assustou brasileiros que desejavam o novo modelo da Apple e descartaram a ideia.

Entretanto, há uma luz no fim do túnel para o segmento: o 5G. A chegada da conectividade de quinta geração pode promover a grande virada para o mercado, que voltará a registrar números positivos.

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Afinal, todos vão querer um smartphone adaptado para a nova conexão móvel, não é mesmo?

O volume que chega às lojas deve passar por uma alta de 1,6%. A estimativa é que os modelos com a nova conectividade fiquem com 8,9% do mercado total e promovam um aumento nas buscas.

Mas quando essa virada vai ocorrer? No mundo afora, a previsão é 2020. Por aqui, é bem possível que seja apenas em 2021 ou 2022. O primeiro motivo é a incerteza ao redor do leilão 5G.

O evento, agendado para março do ano que vem, sofreu um adiamento por conta da possível interferência na TV via satélite e ficou para meados de 2020, com possibilidade de ir para 2021.

Depois do leilão, será necessário aguardar pela expansão da tecnologia no Brasil, assim como a chegada da conexão para o consumidor final, já que as soluções empresariais devem ser priorizadas por diversas operadoras.

Com informações da ISTOÉ

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

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