Xiaomi é marca mais contrabandeada no Brasil

Ao todo, 60% dos smartphones oriundos de contrabando são da fabricante chinesa.

Imagem: Divulgação Xiaomi

A Xiaomi ganhou o coração dos brasileiros e conquista um espaço cada vez maior no país. Diversos consumidores alegam que a marca oferece qualidade semelhante à das gigantes Apple e Samsung, com preços melhores. Entretanto, há uma diferença gritante entre os preços oficiais e do mercado paralelo.

O encanto pelo valor mais baixo pode fazer com que muitos fiquem sem a assistência técnica para o aparelho e ainda corram o risco de levar uma multa daquelas, de acordo com a regulamentação em vigência.

Sem a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), um smartphone pode ter problemas de compatibilidade com a rede móvel (4G) ou até mesmo na telefonia, já que é a agência que realiza todos os testes.

Há uma previsão de que 2,7 milhões de smartphones ilegais desembarquem no Brasil até o fim de 2019. É um crescimento de aproximadamente 415% comparado com o resultado do ano passado.

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As negociações são todas facilitadas pela internet. De fato, é uma concorrência até desleal contra os lojistas que pagam impostos e oferecem o pós-venda, de acordo com Luiz Cláudio Carneiro, diretor da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A Xiaomi atua no Brasil em uma parceria com a distribuidora DL. Oficialmente, um aparelho da marca orçado em R$ 2 mil pode valer a metade desse valor em market places irregulares da internet.

Incentivar a prática pode trazer sérios danos a todos os brasileiros. Ao todo, a estimativa é que a evasão fiscal chegue em R$ 2 bilhões até o fim de 2019.

Ações de combate ao contrabando são necessárias e as grandes empresas da internet, responsáveis pelos Market places, podem aplicar filtros para melhorar a questão, de acordo com o representante da Abinee.

O comprador do produto ilegal também pode ser multado e ter o aparelho bloqueado. Os valores assustam e variam de R$ 100 e R$ 3 milhões.

Na compra pela web, é necessário sempre exigir a nota fiscal e questionar a respeito da homologação da Anatel. Com informações do TechTudo

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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