Desinteresse da AT&T e teles brasileiras reacende alerta para a Oi

Com um cenário de total incerteza, qual é o caminho ideal para a operadora?

Divulgação da Oi nas redes sociais
Imagem: Divulgação da Oi nas redes sociais

Os últimos meses foram de total incerteza para a Oi, mas com tantos rumores, haviam caminhos otimistas para o futuro da tele. A venda da operação móvel ou da marca como um todo era o que mais empolgava a bolsa de valores, que viveu uma verdadeira montanha-russa com as ações da empresa (OIBR3 / OIBR4).

No entanto, tamanha especulação se tornou um desgaste e culminou da perda de credibilidade sobre qualquer notícia do atual cenário da tele. Para piorar, as gigantes do mercado desmentiram interesse na companhia.


De acordo com uma publicação da Valor, a AT&T descartou a possibilidade de comprar a companhia. O interesse da gigante operadora americana é mesmo na produção de conteúdo com a aprovação da compra da Time Warner no Brasil.

Já o possível fatiamento da operação móvel, que seria dividida entre TIM, Claro e Vivo, também foi descartado pela própria Oi.

A única opção que ainda não foi completamente jogada para fora do tabuleiro é o possível interesse da China Mobile, mas a chinesa ainda não fez qualquer pronunciamento sobre o interesse na tele carioca.

E agora? É possível confiar nos caminhos estratégicos da Oi?

Em recuperação judicial desde 2016, a companhia acumula resultados negativos e queima caixa com o investimento na expansão da fibra ótica.

O plano estratégico para fazer com que operação continue é a venda de ativos como a participação na angolana Unitel, que pode movimentar US$ 1 bilhão para os cofres da companhia.

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Em jogo, há ainda outros ativos assim como o fortalecimento da atuação comercial com a oferta de fibra ótica, aumento da base de clientes pós-pagos e outros serviços.

Será suficiente?

Outra notícia animadora para o futuro da tele foi a aprovação da PLC 79, que retira obrigações como a manutenção de orelhões públicos, um gasto a menos para colaborar com a situação da operadora.

Das últimas notícias até aqui, o valor dos papéis caiu mais de 10%. O mercado não parece confiante na atuação marca para se reerguer.

Mesmo com resultados negativos e aumento de dívida, a Oi segue otimista com o aumento de investimentos e os lucros futuros que terá com a fibra ótica, que segue em ampla expansão no Brasil.

Será que a empresa tem uma visão iludida sobre o seu próprio futuro? Analistas e investidores apontam que sim, já que a única perspectiva otimista que compartilham é sobre um possível cenário de compra.

Cogitar ao menos a venda da operação móvel pode ser mais realista e certeiro para as operações futuras da Oi. Resta acompanhar as cenas dos próximos capítulos para entender quais serão os novos passos da companhia.

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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