Mudar a Lei do SeAC pode destruir audiovisual no Brasil, diz Claro

Operadora acredita que a mudança pode acarretar em prejuízos para produtores nacionais e canais de TV públicos.

Ilustração TVs inutilizadas
Imagem: PxHere

A polêmica ao redor do fim da proibição para a propriedade privada nas TVs por assinatura do Brasil segue acalorada. Dessa vez, a Claro se manteve firme no posicionamento contra a mudança. Fábio Andrade, vice-presidente institucional da operadora no Brasil, afirmou que a alteração pode destruir o audiovisual brasileiro.

Desde que travou uma batalha contra a FOX, que passou a veicular suas emissoras via streaming, a Claro tem tido uma participação marcante no debate.


Para a companhia, a veiculação na internet não pode ser prejudicial para as empresas que ofertam TV paga. Caso contrário configura-se uma concorrência injusta.

Na audiência pública realizada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) do Senado, Fábio Andrade justificou seu posicionamento com a alegação de que a mudança poderá tirar o espaço dos produtores nacionais e TV’s públicas e comunitárias.

Na ocasião, ele foi o único representante das operadoras e distribuidoras de conteúdo. O Grupo Globo, Fox Brasil, HBO Brasil e Netflix também enviaram profissionais para representa-las no debate.

VIU ISSO?
Reforma na Lei do SeAC une esquerda e direita, diz Eduardo Bolsonaro
Governo pode mudar Lei da TV Paga; Como isso afeta as operadoras?
Qual TV Paga oferece os melhores preços?

Andrade argumenta que o fim das regras da Leia do SeAC na internet vai acarretar em desempregos, prejuízos à cultura brasileira e queda na arrecadação do ICMS. A tramitação acelerada é preocupante para o executivo.

Rodrigo Salermo e Márcio Novaes, em nome das emissoras de TV, defendem a aprovação do projeto, contato que sejam estabelecidas regras de proteção às empresas nacionais produtoras de conteúdo.

Na visão de Salermo, a internet é um ambiente e sem limitação de grade. Não há danos para emissoras públicas e comunitárias.

O senador Arolde de Oliveira também é um dos defensores do projeto. Ele defende que a legislação acompanhe as mudanças tecnológicas. Se isso não acontece, é criado um espaço sem lei, de anarquia e clandestinidade. É um processo lento, para mudanças que são rápidas.

Com informações do Tele.Síntese

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.

1
Deixe um comentário

avatar
1 Número de Comentários
0 Número de Respostas
0 Seguidores
 
Comentário mais reagido
Comentário com mais interação
1 Autores de comentários
Anderson Antonio Santos Costa Autores recentes de comentários
  Cadastre-se  
o mais novo mais antigo mais votado
Notificação de
Anderson Antonio Santos Costa
Colaborador
Anderson Antonio Santos Costa

A mudança no SeAC será o fim da TV Paga. Por isso, a Claro Brasil está com medo de perder a boquinha das programadoras de TV Paga, uma vez que as principais programadoras irão lançar serviços de streaming.
Quanto a conteúdo nacional na TV Paga, não sentirei falta em canais não-infantis, uma vez que só há lixo em conteúdo nacional não-infantil.

Cidade - UF
Lagoa Dourada- MG