Pequenas operadoras já detêm 20% do mercado de banda larga

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Evento da Anatel destacou crescimento e apoio às chamadas PPPs, prestadoras de pequeno porte.

O evento “Conecta Brasil”, que aconteceu na última sexta-feira (28), na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), teve como principal enfoque as prestadoras de pequeno porte (PPPs), que são aquelas operadoras que têm até 5% do total de usuários de banda larga. Hoje, o segmento detém 20% do market share total do serviço.

Durante o seminário, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, destacou que as PPPs são importantes porque promovem competição e levam a internet para áreas afastadas de grandes centros urbanos. Se somar todas elas, as prestadoras ultrapassam a 3ª colocada no ranking de banda larga, que é representada pela Oi.


“Em março de 2017, as PPPs já detinham market share de 9%, já em junho de 2018 foi de 20%. Houve um crescimento de 907%, três vezes mais que a média de crescimento do setor como um todo”, destacou o conselheiro Leonardo de Morais, sobre a infraestrutura dessas empresas.
Conforme o Minha Operadora noticiou neste domingo, o segmento de banda larga continua em expansão. Considerando as grandes operadoras e as PPPs, o crescimento de assinantes no último ano foi de 8,62%.
Para o conselheiro e presidente do Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte de serviços de telecomunicações, Emmanoel Campelo, as empresas precisam de incentivo e do apoio da Anatel. Ele defendeu questões de segurança jurídica e pediu uma revisão na regulamentação para uma possível redução de obrigações, que, segundo ele, não pode ser igual às exigidas das grandes operadoras. 
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De acordo com a Associação NeoTV, que reúne dados sobre provedores de internet, em 2.603 municípios as PPPs possuem mais de 50% do mercado do setor, principalmente em cidades pequenas. O presidente da Abrint, Basílio Peres, acredita que não há um número exato que defina quantas PPPs existem no Brasil atualmente, e que a falta de informação deve acontecer pelo receio de fiscalização e o desconhecimento das obrigações regulatórias.

Internet via satélite

O evento também trouxe o painel “Contribuição do satélite para atendimento a provedores e consumidores”, que destacou o crescimento do segmento. Atualmente, há 17 satélites brasileiros em operação, além de 37 satélites estrangeiros autorizados e quatro satélites não geoestacionários. 
Em 2021, espera-se que 20 satélites brasileiros estejam em órbita. De acordo com a Anatel, a expectativa de crescimento da capacidade ofertada é de 110%, devido à entrada da banda KA. 
Como principais vantagens do satélite estão a cobertura ampla, a rápida implantação e a facilidade de remanejamento, atrelada à contratação por banda e parcerias comerciais.
Por outro lado, o custo acaba sendo o principal problema, devido à ausência de fabricante nacional, que torna o satélite caro.

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