segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Pequenas operadoras já detêm 20% do mercado de banda larga

O que você achou? 
Evento da Anatel destacou crescimento e apoio às chamadas PPPs, prestadoras de pequeno porte.

O evento “Conecta Brasil”, que aconteceu na última sexta-feira (28), na sede da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), teve como principal enfoque as prestadoras de pequeno porte (PPPs), que são aquelas operadoras que têm até 5% do total de usuários de banda larga. Hoje, o segmento detém 20% do market share total do serviço.

Durante o seminário, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, destacou que as PPPs são importantes porque promovem competição e levam a internet para áreas afastadas de grandes centros urbanos. Se somar todas elas, as prestadoras ultrapassam a 3ª colocada no ranking de banda larga, que é representada pela Oi.


“Em março de 2017, as PPPs já detinham market share de 9%, já em junho de 2018 foi de 20%. Houve um crescimento de 907%, três vezes mais que a média de crescimento do setor como um todo”, destacou o conselheiro Leonardo de Morais, sobre a infraestrutura dessas empresas.

Conforme o Minha Operadora noticiou neste domingo, o segmento de banda larga continua em expansão. Considerando as grandes operadoras e as PPPs, o crescimento de assinantes no último ano foi de 8,62%.

Para o conselheiro e presidente do Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte de serviços de telecomunicações, Emmanoel Campelo, as empresas precisam de incentivo e do apoio da Anatel. Ele defendeu questões de segurança jurídica e pediu uma revisão na regulamentação para uma possível redução de obrigações, que, segundo ele, não pode ser igual às exigidas das grandes operadoras. 

LEIA TAMBÉM:

De acordo com a Associação NeoTV, que reúne dados sobre provedores de internet, em 2.603 municípios as PPPs possuem mais de 50% do mercado do setor, principalmente em cidades pequenas. O presidente da Abrint, Basílio Peres, acredita que não há um número exato que defina quantas PPPs existem no Brasil atualmente, e que a falta de informação deve acontecer pelo receio de fiscalização e o desconhecimento das obrigações regulatórias.

Internet via satélite


O evento também trouxe o painel “Contribuição do satélite para atendimento a provedores e consumidores”, que destacou o crescimento do segmento. Atualmente, há 17 satélites brasileiros em operação, além de 37 satélites estrangeiros autorizados e quatro satélites não geoestacionários. 

Em 2021, espera-se que 20 satélites brasileiros estejam em órbita. De acordo com a Anatel, a expectativa de crescimento da capacidade ofertada é de 110%, devido à entrada da banda KA. 

Como principais vantagens do satélite estão a cobertura ampla, a rápida implantação e a facilidade de remanejamento, atrelada à contratação por banda e parcerias comerciais.

Por outro lado, o custo acaba sendo o principal problema, devido à ausência de fabricante nacional, que torna o satélite caro.


4 comentários:

  1. Aqui em casa mesmo ssa do lixo da vivo e seus 2mbADSL para uma prestadora local, Rede Telecom, 40mb down e 10mb up, por 79,90, estou satisfeito. As PPP's vieram para ficar e estao escancarando o tamanho do mercado que as grandes players vinham negligenciando.

    ResponderExcluir
  2. Aqui tenho 30 mb fibra ,antes era adsl da oi que mal dava 1 mb. A ppp cresce e a oi desaparece.

    ResponderExcluir
  3. Aqui em Vila Velha - ES utilizou a EBR...estou satisfeitissimo...fornece um serviço que da banho nas grandes... Tanto no atendimento como em manutenção.

    ResponderExcluir
  4. Infelizmente SP Capital os governos impedem que pequenos provedores entrem nas periferias, propositalmente a Vivo e monopólio com seus 2MB vergonhosos, não tem concorrência, pois a NET só em lugar nobre e centro, Vivo fibra e igual, triste isso, porque essas empresas só conseguem entrar nas cidades do interior, onda os governos facilitam, por ter menos opção de empresas maiores, que as vezes nem existem nas cidades do tipo.

    ResponderExcluir