Operadoras tentam aumentar base de clientes pós-pagos

Projeção aponta que em cinco anos América Latina terá 10 pontos percentuais a menos em celulares pré-pagos.


O Brasil está encabeçando um claro movimento na América Latina para levar os clientes dos planos pré-pagos para os planos pós-pago ou controle


A América Latina é uma das regiões do planeta com a maior proporção de celulares pré-pagos.


Segundo projeções da consultoria GlobalData, divulgada nesta sexta-feira (17), nos próximos cinco anos, a proporção de aparelhos pré-pagos em uso deverá cair 10 pontos percentuais na América Latina.

Ou seja, em 2023, teremos 62% dos celulares em uso usando os planos pré-pagos. Atualmente, esse percentual é de 72%.

No Brasil, 60% dos celulares ativos são pré-pagos, percentual bem abaixo da média do continente. 


Para realizar esse movimento, as operadoras têm oferecido pacotes mais atraentes, planos de zero rating e descontos agressivos em smartphones associados a planos pós-pagos. 

Em maio deste ano, a TIM liberou o uso dos aplicativos WhatsApp, Messenger, Telegram, Facebook, Instagram, Twitter, Waze, Easy Taxi e Easy Taxista nos planos pós-pagos. Esses são basicamente os apps mais utilizados pelos usuários.

A Vivo, maior operadora móvel no Brasil em participação de mercado, é a primeira a ter mais clientes pós do que pré-pagos em sua base, conforme demonstram os números de junho deste 2018. 

A base pós-paga da empresa cresceu 10,8% nos 12 meses entre o segundo trimestre de 2017 e 2018, enquanto os pré-pagos reduziram em 7,1%.

A operadora divulgou os resultados do primeiro semestre de 2018 no final do mês passado.

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