sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Atividade de telecomunicações cai em ranking de geração de receita

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Segundo IBGE, atividade está sofrendo com a mudança nos padrões de consumo e com concorrência acirrada que segura os preços.


A atividade de telecomunicações não é mais a maior em geração de receita operacional no setor de serviços no Brasil, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Conforme o levantamento realizado com os dados de 2016, a maior geração de receita operacional está vindo dos serviços técnico-profissionais.



Em 2007, as telecomunicações respondiam por 18,9% da geração de receita no setor de serviços. Em 2016, esse percentual caiu para 10,9%. 

Essa foi a primeira vez na série histórica da pesquisa, que foi iniciada em 2007, que a atividade de telecomunicações não lidera o ranking. 

Segundo o IBGE, a perda de participação na receita pelas telecomunicações tem caráter estrutural, já que a atividade vinha reduzindo sua representação a cada ano.



Para o IBGE, os serviços de telecom estão sofrendo o impacto da mudança dos padrões de consumo. A telefonia tem sido substituída gradativamente por tecnologias de comunicação mais baratas baseadas na internet. 

O instituto também apontou o que consultoria PwC já havia levantado em um estudo divulgado no mês passado: que a concorrência acirrada entre as operadoras tem feito o lucro da telefonia cair no Brasil.

Conforme o levantamento da consultoria, enquanto a receita líquida das principais operadoras encolheu 7,4% entre os anos de 2013 e de 2017, a relação das despesas comerciais ante os ganhos das cinco maiores do setor subiu de 24% para 27%.

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O primeiro lugar do ranking passou a ser dos serviços técnico-profissionais, com 11,1% da geração de receita do setor de serviços em 2016.

Em 2007, essa atividade ocupava a segunda posição com participação de 9,9%.

Os serviços técnico-profissionais englobam as consultorias, escritórios de advocacia, contabilidade, publicidade, empresas de engenharia e arquitetura, entre outras. 

A atividade aumentou sua participação na geração de receita em 1,2 ponto percentual. 

Já telecomunicações perdeu 8 pontos percentuais, a maior perda entre as 34 atividades investigadas pelo instituto. 

Entre 2006 e 2011, eram quatro os serviços de telecomunicações medidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA): telefone fixo, telefone público, telefone celular e acesso à internet. 

A partir de 2012, passaram a ser seis serviços, sendo incluídos telefone com internet (pacote) e TV por assinatura com internet.

O IBGE destacou que, enquanto o IPCA geral foi de 30,2% no acumulado de 2007 a 2011 e de 44,4% de 2012 a 2016, a dos serviços de telecomunicações foi, respectivamente, de 7,6% e 7,7% nos dois períodos.



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