sexta-feira, 15 de junho de 2018

Concluída fusão entre a dona da SKY, AT&T, e a Time Warner

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Como a ideia de uma programadora e operadora juntas pode prejudicar a concorrência, Anatel exige que SKY esclareça o que a mudança pode afetar no Brasil.


Depois de algum tempo de negociações, vetos e aprovações, a AT&T – maior operadora de TV nos EUA e a segunda em telefonia móvel – finalmente anunciou, nesta quinta-feira (14), a conclusão da fusão com o conglomerado de entretenimento Time Warner. No Brasil, a AT&T é dona da operadora SKY, enquanto a Time Warner é dona da HBO e a Turner, dos canais TNT, Cartoon Network e Esporte Interativo.

A compra pela AT&T foi aprovada somente nesta semana pela Justiça americana, que discordou do bloqueio que havia sido realizado pelo presidente Donald Trump. O receio, inclusive aqui no Brasil, é que a aliança entre uma grande programadora de conteúdo e uma operadora de TV por assinatura possam prejudicar a concorrência.



Aqui, esse tipo de parceria não é permitido. E é por isso que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já fez algumas exigências para a SKY em relação ao assunto. A princípio, a operadora teria que prestar esclarecimentos em até 180 dias (2 de julho), ou até que a operação fosse julgada nos EUA.

Como a operação foi julgada e, inclusive, já confirmada, agora a operadora tem 15 dias para explicar o que essa novidade pode afetar no Brasil. A agência reguladora brasileira também pediu que a SKY enviasse a relação completa de produtores e programadores ligados à Time Warner no Brasil.

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De acordo com a nota da Anatel, os próximos passos desse processo aqui são:

  • “Concessão à SKY de 15 dias para apresentação de sua resposta na Anatel;
  • Análise das manifestações da SKY e da ANCINE por parte da área técnica para elaboração de informe específico para apurar se o arranjo societário decorrente contraria a Lei do SeAC e os dispositivos regulatórios afetos à competência da Anatel;
  • Envio à PFE e, posteriormente, ao Conselho Diretor da Anatel para julgamento”.

Nos Estados Unidos, o diretor-executivo da AT&T, Randall Stephenson, afirma que a fusão de mídia e entretenimento é benéfica para os consumidores, distribuidores e anunciantes. "O conteúdo e talento criativo na Warner Bros., HBO e Turner são de primeiro nível. Combine tudo isto com a fortaleza da AT&T na distribuição direta ao consumidor e ofereceremos aos clientes uma experiência de entretenimento de alta qualidade".

A AT&T passa a se fortalecer ainda mais, principalmente em uma época onde o streaming, o acesso de conteúdo pela internet e a forma como se faz e consome vídeos está em alta e exige mudanças.

O valor total da fusão foi de US$ 85 bilhões, o quarto maior no setor de telecomunicações.


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