sexta-feira, 25 de maio de 2018

O fim da rede 3G pode acontecer antes da 2G

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A conexão de segunda geração ainda tem um papel importante no mercado de telecom já que alguns dispositivos M2M se conectam apenas por meio desse sistema.

Possivelmente, as redes 3G serão desligadas antes da 2G no Brasil. Com cerca de 30 milhões de aparelhos celulares com acesso 2G, essa plataforma ainda tem um papel importante no mercado de telecom, uma vez que os dispositivos M2M (máquina a máquina) se conectam por meio desse sistema.

Assim, as redes de terceira geração podem ter seu final antecipado e acabar antes que conexão 2G chegue ao fim.

O tema foi discutido no Painel Telebrasil 2018, que aconteceu essa semana em Brasília. O conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Leonardo Euler, acredita que as estratégias das operadoras irão se diferenciar conforme o espectro que cada uma detém.

Assim, para o conselheiro, a agência terá um papel relevante ao marcar novos leilões de radiofrequência para acelerar o processo.

O tema sobre o desligamento da rede é tido como importante pelas operadoras diante do aumento dos custos para gerenciar a manutenção de três redes celulares sobrepostas, com frequências e tecnologias diferentes. 

Também é importante lembrar que a rede 5G já está no radar das empresas e possivelmente começará a ter seus primeiros acessos no ano que vem. Nessa semana, a operadora Ooredoo do Catar anunciou o lançamento da primeira rede 5G do mundo.

A manutenção do 2G será crucial já que 80% dos acessos M2M no Brasil são baseados no 2G, principalmente para serviços de rastreabilidade, telemetria e máquinas POS (pontos de venda). 

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Há ainda a base de feature phones no mercado, que restringem os usuários a essa plataforma. Somado a isso, está a cobertura de 100% dos municípios brasileiros pela rede de segunda geração.

Já os aparelhos que utilizam 3G podem facilmente migrar para a rede de quarta geração.

Há um movimento para que seja estabelecida uma data para o fim das redes 2G. Durante o Painel, algumas alternativas foram discutidas entre representantes de vários segmentos envolvidos, como fabricantes de dispositivos, por meio da Associação Brasileira das Empresas de Eletro Eletrônicos (Abinee) e Governo.

Alguns caminhos foram sugeridos para que o processo de desligamento do 2G seja acelerado. Entre eles está a redução tributária para as novas tecnologias. 

Outra ideia, que envolve os fabricantes, é o desenvolvimento de features phones 4G com custo mais acessível para incentivar a migração. 

Foi sugerido ainda o compartilhamento de uma rede única 2G para manter serviços necessários para M2M.



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