quarta-feira, 7 de março de 2018

Falhas no 4G permitem que invasores cometam crimes

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Os hackers podem realizar espionagem de chamadas e mensagens, ter acesso a localização e criar falsos alertas se passando pelo usuário.


Falhas graves em protocolos de redes 4G podem permitir que invasores cometam crimes usando a identificação de outras pessoas. A brecha foi descoberta por pesquisadores das Universidades de Purdue e Lowa, ambas nos Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, três procedimentos importantes da rede 4G (attach, detach e paging) podem ser usadas pelos criminosos para realizar a invasão por meio de ataques de retransmissão de autenticação. Assim, o hacker pode acessar um dispositivo e realizar crimes passando-se pelo usuário.



Para confirmar as suspeitas, os pesquisadores tentaram dez ataques usando chips de operadoras dos Estados Unidos. Desses, oito foram concluídos com sucesso. Em um dos testes, a equipe conseguiu derrubar a conexão de um smartphone da rede. Já outra falha permitiu criar alertas de emergências. Os cientistas também conseguiram imitar uma falsa localização para o dispositivo.

Um fator preocupante é que o custo para realizar essas ações é relativamente baixo, girando em torno de R$ 4,2 mil e R$ 12,5 mil. No entanto, corrigir o problema também é fácil, o que já foi realizado por uma das gigantes da telefonia americana.

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Outro caso de falha no 4G

Em julho do ano passado, uma empresa chinesa detectou falhas no 4G que permitiam que hackers fizessem ligações ou enviassem mensagens em nome do usuário, além de invadirem senhas, e-mails, contas bancárias e outros dados. A brecha acontecia na troca do 4G do celular para 2G em locais onde a conexão era fraca. A própria empresa chinesa passou informações às organizações de redes móveis para corrigirem o problema.



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