terça-feira, 20 de março de 2018

Como as operadoras de celular podem ajudar no caso Marielle?

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Policiais vão usar dados de antenas de telefonia nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Moradores do Rio de Janeiro, brasileiros, a internet e o mundo se chocaram com a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, na última quarta-feira (15). Foi a data em que um carro emparelhou ao lado do veículo que eles estavam ao voltar de um evento, disparando vários tiros e atingindo fatalmente os dois.

Quase uma semana depois do ocorrido, nenhum culpado foi identificado. E o que isso tem a ver com as operadoras de celular? Bem, pode ser que tudo. Desde ontem (19), conforme noticiou o Jornal Nacional, as investigações da Polícia Civil do RJ avançaram para mais uma etapa, em que se busca analisar as antenas da região e o uso de celulares nos momentos que antecederam o crime.


O que foi observado?


De acordo com as imagens divulgadas pelo programa Fantástico (TV Globo), no último domingo (18), é possível visualizar, em uma das câmeras de segurança na Casa das Pretas – local do evento em que Marielle esteve pela última vez –, que o carro prata conduzido pelos bandidos, que mais tarde fariam a execução, já estava no local esperando pela vereadora.

Com os vidros pretos, não dá para ver quem estava no carro, mas é possível notar que o indivíduo que estava no banco do motorista utilizava um celular e que, enquanto esperava a vereadora sair do evento, utilizou o aparelho em vários momentos, muito provavelmente para troca de mensagens.

Reprodução/TV Globo

Como as operadoras podem colaborar?


Quem matou Marielle? Quem está por trás dos crimes? Talvez, essas respostas possam ser alcançadas com a ajuda das operadoras que atuam na região, em uma busca pelo celular (ou celulares) utilizados pelos bandidos naquela noite.

A polícia já sabe o percurso mais provável que a vereadora fez e que foi perseguida na noite do crime. Foram cerca de 2 km e 7 minutos, da Rua dos Inválidos até a Av. Salvador de Sá, onde houve a execução. Somente neste trajeto, existem 26 antenas de cinco operadoras, de acordo com o Telebrasil.

A ideia, agora, é que as operadoras forneçam os dados das antenas e que a investigação possa cruzá-los para avançar na busca pelos criminosos.

Reprodução/TV Globo

O que a polícia fará com os dados?


Conforme explicado pela matéria exibida pela TV Globo, cada uma das 26 antenas disponíveis na região capta o sinal em 360 graus, mas é possível direcionar a busca para conseguir chegar até os telefones celulares que foram usados no trajeto em que o carro em que estava Marielle passou naquela noite.

Acontece que o cruzamento de dados envolveria milhares de pessoas que usaram o celular naquele mesmo percurso, em horas antes e depois do crime, principalmente com base em ligações realizadas e recebidas, o que dificulta o trabalho de investigação.

Por outro lado, é possível buscar padrões de uso que encontrem atividades suspeitas, como ligações repetidas de curta duração – que poderiam ter sido realizadas para a comunicação dos bandidos –, e identificar números que utilizaram a rede, mas não costumam frequentar aquela região.

Com os dados das operadoras, a polícia consegue saber quantos aparelhos fizeram ligações ou mandaram mensagens nas proximidades do crime, apesar de não ter acesso ao conteúdo das conversas.

Reprodução/TV Globo

Marielle, que foi a quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro em 2016, era socióloga, ativista social, lutava pelos direitos humanos e era crítica da intervenção militar no Rio. Morreu aos 38 anos, após levar quatro tiros na cabeça.


4 comentários:

  1. Investigação digna de CSI. Enquanto isso, as demais vítimas continuam sem assistência e com investigação capenga.
    Os partidos socialistas dizem que todos são "iguais", porém querem tratamento diferenciado nesta investigação. Tinha que entrar na fila dos demais casos.
    Essa santificação desta vereadora já deu. Quantas pessoas morrem todo dia e nada é feito.

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  2. Assino embaixo. Disse tudo: morre uma pessoa, é um estardalhaço. Morrem mil, é natural?

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  3. Do jeito que ela morreu nao foi atoa...alguma merda ela fez ou falou demais...e traficantes ou milicianos que são policiais...não perdoam...manda pro saco preto.

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  4. So ficam em cima dessa vereadora poque da IBOP , no final nenhuma mídia se importa

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