HSBC eleva preço-alvo para ação da Telefônica Brasil

A equipe de análise do HSBC elevou o preço-alvo para as ações da Telefônica Brasil/Vivo, passando de R$ 49,00 para R$ 58,00, ou 18,37%, em meio a uma perspectiva mais positiva para o segmento de telefonia fixa, que ainda caminha lentamente. Este novo target representa um potencial de valorização de 10,06% em relação ao fechamento da última terça-feira (3). 

Entretanto, os analistas Richard Dineen, Sean Glickenhaus e Luigi Minerva seguem com a recomendação neutra para os papéis, uma vez que o forte desempenho da telefonia móvel continua sendo prejudicado pela performance ruim da telefonia fixa.

A Vivo continua colhendo os frutos de uma estratégia bem executada, visando conquistar a liderança da telefonia móvel no País, apontam, com estabilidade dos investimentos e vantagens em termos de capacidade. De acordo com os analistas, por ser aparentemente a ”líder em qualidade”, a empresa possui maior poder de colocação de preços em termos gerais enquanto outras empresas, como a Claro, “sucumbiram aos grandes descontos”.

Assim, ao visar clientes com maior poder aquisitivo, a Vivo oferece menores subsídios e com taxas mais baixas de cancelamento, de devedores duvidosos e de subsídios, resultando em margens líderes de mercado muito superiores aos das concorrentes, de cerca de 35%, ante 27% da TIM. “Nossa expectativa é de que a Vivo continue a superar a média do mercado de telefonia móvel no país no curto e médio prazos, no mínimo”.
Porém, a divisão de linha fixa caminha a duras penas e ainda representa dois quintos das receitas do grupo, avaliam os analistas. A divisão enfrenta um aumento da concorrência, resultando em uma perda líquida atípica de clientes de banda larga, enquanto houve uma queda de 100 mil no número de assinantes de TV por assinatura no ano passado. Isso levou a uma queda de 7,7% nas receitas de linha fixa.

A Telefônica|Vivo passou a expandir a cobertura de sua rede; deste modo, a expectativa é de que a empresa consiga quase duplicar o número de domicílios abrangidos pela cobertura de fibra óptica, atingindo cerca de 2 milhões até o final de 2014.”Isso deve ajudar as tendências para a telefonia fixa, embora apenas no longo prazo”, afirmam os analistas.

Com isso, a projeção é de crescimento moderado para as receitas e para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo. Isso porque o forte desempenho da telefonia móvel ainda deve compensar o de telefonia fixa.

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