quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Instalação de rede sem fio para Copa está atrasada por conta de briga comercial

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A instalação dos equipamentos que vão permitir o acesso à internet móvel nas redes 3G e 4G e o WiFi, ainda não foram totalmente instalados em nenhum dos 12 estádios que vão sediar a Copa do Mundo. De acordo com o SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), o problema é comercial, pois, os administradores dos estádios estão cobrando um valor mais alto para que as teles consigam instalar as suas redes de fibras ótica e as antenas. Até o momento, a situação mais preocupante é aonde será realizada a abertura do mundial, em São Paulo, e em Curitiba, que não tem nem previsão de quando as obras serão iniciadas.

Na metade do ano passado, quando acabou a Copa das Confederações, o SindiTelebrasil resolveu construir uma rede Wi-fi que permitisse uma qualidade melhor e que desafogasse o 3G e 4G. Deste modo, os torcedores que forem aos jogos no Rio de Janeiro, Brasília e Salvador, poderão utilizar a internet sem fio de graça. Este serviço deve ser instalados já no início de fevereiro. E nas arenas de Recife, Belo Horizonte e Fortaleza, as negociações ainda estão em andamento.

Já nos estádios de Porto Alegre, Manaus e Cuiabá, que não participaram da Copa das Confederações, terão os equipamentos de 2G, 3G, 4G e Wi-fi instalados até o dia 15 de maio. Em Natal, o Sindicato diz que ainda não chegou a um acordo sobre a conexão Wi-fi, mas que os outros equipamentos estarão prontos também em 15 de maio. Ou seja, a pior situação ficou para Curitiba e São Paulo, pois em ambas as cidades, ainda não há previsão para o início das obras.

De acordo com o diretor-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, o maior problema é que os administradores das arenas querem um valor maior do que o proposto pelas empresas. Cada uma, Oi, Tim, Claro, Vivo e Nextel, estão oferecendo cerca de R$2,5 mil por mês de aluguel para utilizar uma sala de aproximadamente 250 m², que fica na área de serviço dos estádios. Nesses locais, serão instalados os equipamentos de conexão. Conforme disse o diretor, alguns casos, como o de São Paulo e Belo Horizonte, as arenas querem oferecer a sua própria internet, e assim, cobrar a mais do torcedor. Ele ainda afirmou que a preocupação deles é com o prazo, pois o correto é fazer as instalações em no mínimo 120 dias.

Para oferecer o serviço, as teles devem investir mais de R$ 200 milhões.

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