sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Telefônica analisa opções para ampliar fatia na Telecom Itália

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A Telefônica (controladora da Vivo) está estudando diferentes opções para comprar a fatia de seus sócios na Telecom Itália (controladora TIM), sem adicionar muito peso à sua própria dívida, afirmou uma fonte próxima ao tema.

A oferta poderá ter o formato de uma troca de ações, mas existe a possibilidade de a Telefônica se desfazer de alguns ativos para conseguir pagar em dinheiro, disseram analistas.

A empresa italiana, controlada pela holding Telco na qual a Telefônica é a maior acionista, realizará uma reunião de Conselho em 19 de setembro, como já informamos recentemente.

"A Telefônica não quer ir (à reunião do Conselho) de mãos vazias, mas o desafio é encontrar uma solução que ofereça liquidez aos acionistas da Telco sem aumentar a dívida da Telefônica", disse a fonte, sem detalhar os formatos da possível solução.

A reunião irá discutir como relançar a fortemente endividada empresa italiana, incluindo uma possível mudança da estrutura de acionistas e planos para ampliar investimentos.

Os acionistas italianos da Telco preparam-se, em vários níveis, para vender suas fatias e diminuir suas perdas, já que terão agora sua primeira oportunidade de deixar o acordo de acionistas, que vence em 28 de setembro, afirmaram as fontes.

A Telefônica tem uma fatia indireta de 10,5% na Telecom Itália por meio de sua participação de 46% na Telco, formada pelos investidores italianos dos bancos Mediobanca, Intesa Sanpaolo e Generali.

A seguradora Generali, por exemplo, quer um comprador que possa pagar prêmios compatíveis com o valor contábil de sua fatia, que é cerca de duas vezes maior que o valor de mercado atual da Telecom Itália, afirmou à Reuters uma fonte próxima ao tema.

Analistas afirmam que uma possibilidade pode ser oferecer ações na Telefônica em troca de papéis não líquidos na holding, que não são diretamente negociados.

A Telefônica poderia também oferecer dinheiro depois de se desfazer de outros ativos, como a China Unicom, na qual tem uma fatia de cerca de 5% avaliada em 1,5 bilhão de euros. Mas o problema não é somente o valor, senão também política.

"Os acionistas italianos que querem sair são acionistas financeiros que foram levados à Telco pelo governo italiano em 2006 com o objetivo de manter a Telefônica em xeque", disse um analista falando na condição de anonimato.

"Agora as coisas mudaram, mas na cabeça dos políticos italianos que querem manter a empresa totalmente italiana, deixar a Telefonica com uma participação de 22,5 por cento não parece muito confortável", disse, completando que as alternativas à Telefônica não são fáceis de serem engolidas.

Mediobanca, Intesa e Generali não comentaram.

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